Alexa Salomão, da Época Negócios, escreveu um texto super interessante que vale a reflexão... Ela escreve a partir de uma matéria que viu sobre uma empresa preocupada com a sustentabilidade, passar a alugar seus produtos, ao invés de vendê-los, assim o consumidor pagaria mensalmente pelo produto e a empresa ao longo de períodos pré-definidos, comprometida com o desenvolvimento de novas tecnologias mais limpas e eficientes, os substituiria por versões mais modernas, retirando e reciclando os antigos produtos. Assim teríamos menor consumo de energia e aplicativos tecnológicos mais vantajosos sempre... Será possível esse modelo de negócios???
Entre os 80 e 90, Daly foi economista chefe do Departamento Ambiental do Banco Mundial, traçou boa parte das políticas de sustentabilidade da instituição e tem uma visão particular de como o capitalismo deveria funcionar. Condena o atual modelo de desenvolvimento, baseado na expansão geométrica das taxas de crescimento, tanto de países quanto de empresas.
Acredita que é preciso nacionalizar o máximo possível de capital e de produção, para evitar gastos desnecessários de recursos ambientais e distribuir melhor a riqueza. Há mais de 10 anos, defende a reciclagem e a baixa exploração de reservas naturais. Uma de suas propostas práticas para as empresas é a substituição da venda pela locação de produtos.
Para Daly, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e até automóveis deveriam ser alugados e depois recolhidos pelas mesmas empresas que os produziram... Então, talvez a idéia de alugar máquina de lavar roupa, geladeira e fogão seja, afinal, uma opção viável...
Será que as organizações estariam dispostas??
Fonte: http://colunas.epocanegocios.globo.com/inspiracao/2009/08/07/voce-alugaria-o-seu-fogao/#comments
terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Será possível substituir cartuchos por restos de café?
Em um concurso anual para inovações "verdes" na Inglaterra (Greener Gadgets annual competition), uma das inovações foi uma impressora que usa restos de café e chá para imprimir, em substituição aos cartuchos de tinta tradicionais. Ela foi inventada por Joen Hwan Ju da Korea do Sul, e batizada por ele de RITI. Sua idéia foi inspirada pelos altos preços dos cartuchos e por seu amor pela natureza.
Ela funciona como impressora comum, exceto que os movimentos para impressão são feitos com a mão. Ela é bastante simples em concepção, reduz resíduos, conserva energia e ainda economiza na compra de cartuchos.
Parece que soluções, talentos e inovações não faltam, mas o que as impede de surgirem como produtos comerciais no mercado?
Narjara Thamiz
Fonte: http://www.cartridgesave.co.uk/news/printer-leverages-on-coffee-or-tea-dregs/
Uma empresa em rede inova mais
Recebi essa notícia através de um querido amigo... Algarra e achei bem interessante. E um artigo da época negócios publicado em 06/07/2009 e escrito por Rafael Barifouse.
O gigantismo da IBM já foi visto como um problema. Hoje, a companhia usa ferramentas de colaboração para aproveitar o potencial de seus 400 mil funcionários no mundo
O mês de junho pode ser considerado histórico na IBM Brasil. A empresa consagrou seus três primeiros inventores masters, reconhecimento pela autoria de um número relevante de patentes. Ao todo, 30 ideias já foram registradas por brasileiros desde a criação, há três anos, do programa que estimula todos os funcionários a pensar inovações. Parece pouco no universo de 4 mil patentes anuais da multinacional, mas é um avanço, diante das três descobertas registradas no Brasil nos 90 anos anteriores de trajetória da empresa no país. “O brasileiro é criativo, mas não registra suas ideias”, diz José Carlos Duarte, diretor de tecnologia da IBM Brasil. “O que ocorreu agora foi uma mudança importante. Trouxe valor para a companhia e o indivíduo.”
O programa é parte de um conjunto de ferramentas colaborativas que a IBM desenvolve desde o início da década. O portal DeveloperWorks abre a possibilidade de qualquer pessoa ajudar no desenvolvimento de softwares da empresa. O fórum ThinkPlace reúne sugestões de funcionários para aprimorar práticas e produtos. Aquelas com potencial para novos negócios são desenvolvidas pelo BizTech. Existe ainda uma aposta forte em comunidades online, para reunir funcionários, cientistas e executivos. Tudo para gerar conhecimento dentro da companhia.
Essas ferramentas refletem a mudança da IBM em pesquisa. Até os anos 90, a regra para fomentar a inovação era abrir o maior número possível de laboratórios. Existem hoje oito centros de pesquisa, em seis países, com mais de 5 mil pesquisadores. Em um mundo interconectado, isso perdeu um pouco o sentido. É melhor – e mais barato – apostar em parcerias e aproveitar o potencial dos 420 mil funcionários espalhados pelos 172 países onde a empresa opera. As ideias patenteadas também são licenciadas, o que pode render US$ 2 bilhões por ano à IBM. “Inovação é algo latente, mas é preciso acender a chama”, diz Ricardo Pelegrini, presidente da IBM Brasil.
Um dos programas mais tradicionais para incentivar a criatividade na empresa é o InnovationJam, que reúne, a cada ano, funcionários, clientes e especialistas para um debate online de 72 horas. Começou como um teste, em 2001, e já ajudou a redefinir os valores da empresa em 2003, a achar formas de praticá-los em 2004 e a definir dez novas linhas de pesquisa. Em 2008, discutiu-se no InnovationJam a empresa do futuro. O Brasil foi um dos mais ativos no fórum online. Participaram das discussões o CEO mundial, Sam Palmisano, e Pelegrini, que sugeriu aos colegas a indicação dos países emergentes como pilotos de programas globais.
Outra iniciativa com bons resultados é o Global Innovation Outlook. A série anual de debates já reuniu 600 especialistas em torno de temas como segurança e saúde. Os assuntos parecem distantes do DNA de tecnologia da IBM, mas também geram negócios. Quatro anos depois de discutir trânsito urbano, por exemplo, a área de tecnologia da IBM foi contratada para gerenciar ruas na Suécia e na Inglaterra. Como se vê, o acesso rápido e amplo à informação rende mais do que conhecimento. Rende bilhões em receitas.
Parece-me cada vez mais que o caminho do futuro é o caminho da organização em rede, não só externamente - com fornecedores, clientes, parceiros, mas também, internamente... de uma estrutura hierarquica, para cada vez mais uma estrutura em rede.
E como ficam os egos, o poder e o controle nessa estrutura??? Será que estamos prontos pra abrir mão disso e viver o novo, compartilhando e co-criando??
Narjara Thamiz
O gigantismo da IBM já foi visto como um problema. Hoje, a companhia usa ferramentas de colaboração para aproveitar o potencial de seus 400 mil funcionários no mundo
O mês de junho pode ser considerado histórico na IBM Brasil. A empresa consagrou seus três primeiros inventores masters, reconhecimento pela autoria de um número relevante de patentes. Ao todo, 30 ideias já foram registradas por brasileiros desde a criação, há três anos, do programa que estimula todos os funcionários a pensar inovações. Parece pouco no universo de 4 mil patentes anuais da multinacional, mas é um avanço, diante das três descobertas registradas no Brasil nos 90 anos anteriores de trajetória da empresa no país. “O brasileiro é criativo, mas não registra suas ideias”, diz José Carlos Duarte, diretor de tecnologia da IBM Brasil. “O que ocorreu agora foi uma mudança importante. Trouxe valor para a companhia e o indivíduo.”O programa é parte de um conjunto de ferramentas colaborativas que a IBM desenvolve desde o início da década. O portal DeveloperWorks abre a possibilidade de qualquer pessoa ajudar no desenvolvimento de softwares da empresa. O fórum ThinkPlace reúne sugestões de funcionários para aprimorar práticas e produtos. Aquelas com potencial para novos negócios são desenvolvidas pelo BizTech. Existe ainda uma aposta forte em comunidades online, para reunir funcionários, cientistas e executivos. Tudo para gerar conhecimento dentro da companhia.
Essas ferramentas refletem a mudança da IBM em pesquisa. Até os anos 90, a regra para fomentar a inovação era abrir o maior número possível de laboratórios. Existem hoje oito centros de pesquisa, em seis países, com mais de 5 mil pesquisadores. Em um mundo interconectado, isso perdeu um pouco o sentido. É melhor – e mais barato – apostar em parcerias e aproveitar o potencial dos 420 mil funcionários espalhados pelos 172 países onde a empresa opera. As ideias patenteadas também são licenciadas, o que pode render US$ 2 bilhões por ano à IBM. “Inovação é algo latente, mas é preciso acender a chama”, diz Ricardo Pelegrini, presidente da IBM Brasil.
Um dos programas mais tradicionais para incentivar a criatividade na empresa é o InnovationJam, que reúne, a cada ano, funcionários, clientes e especialistas para um debate online de 72 horas. Começou como um teste, em 2001, e já ajudou a redefinir os valores da empresa em 2003, a achar formas de praticá-los em 2004 e a definir dez novas linhas de pesquisa. Em 2008, discutiu-se no InnovationJam a empresa do futuro. O Brasil foi um dos mais ativos no fórum online. Participaram das discussões o CEO mundial, Sam Palmisano, e Pelegrini, que sugeriu aos colegas a indicação dos países emergentes como pilotos de programas globais.
Outra iniciativa com bons resultados é o Global Innovation Outlook. A série anual de debates já reuniu 600 especialistas em torno de temas como segurança e saúde. Os assuntos parecem distantes do DNA de tecnologia da IBM, mas também geram negócios. Quatro anos depois de discutir trânsito urbano, por exemplo, a área de tecnologia da IBM foi contratada para gerenciar ruas na Suécia e na Inglaterra. Como se vê, o acesso rápido e amplo à informação rende mais do que conhecimento. Rende bilhões em receitas.
Parece-me cada vez mais que o caminho do futuro é o caminho da organização em rede, não só externamente - com fornecedores, clientes, parceiros, mas também, internamente... de uma estrutura hierarquica, para cada vez mais uma estrutura em rede.
E como ficam os egos, o poder e o controle nessa estrutura??? Será que estamos prontos pra abrir mão disso e viver o novo, compartilhando e co-criando??
Narjara Thamiz
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Carro elétrico wireless
Se nos anos 90, o carro elétrico foi excluído sem dó do mercado (leia Quem matou o carro elétrico?), hoje ele volta com força total. As grandes companhias automobilísticas buscam novas soluções a cada dia para ganhar consumidores cada vez mais conscientes e exigentes em termos de níveis de poluição, emissões de carbono e eficiência energética.Dessa vez, a Nissan saiu na frente e desenvolve o carro elétrico recarregável sem fio. Ele funciona a partir da indução eletromagnética entre duas bobinas, uma colocada em baixo do carro e outra no chão. Três horas são o suficiente para que o veículo esteja pronto para mais um rolê.
A vantagem é que será mais fácil recarregar o carro em estacionamentos e garagens e não apenas em casa. E a empresa cogita a possibilidade de haver bobinas embutidas nas avenidas e rodovias, de modo que os veículos possam ser recarregados enquanto estão em movimento.
A invenção ainda não tem data para ser lançada oficialmente no mercado, mas os engenheiros garantem que o procedimento será simples e barato.
Veja como funciona:

Artigo retirado do Blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
07 Ago 2009
Dentro das muitas pesquisas e inovações anônimas, parece que finalmente estamos chegando a uma solução viável dentro da indústria automobilística. :)
Um abraço,
Narjara Thamiz
Ciência colaborativa
Durante toda a história da humanidade, os cientistas vem tentando resolver as questões que afligem o ser humano. Mas, independentemente da área em que atuem, os novos conhecimentos sempre foram registrados em papel.
Com a internet, era de se esperar que o conteúdo científico fosse disseminado de maneira mais rápida ao redor do mundo, mas, ainda hoje, esbarramos em questões legais e burocráticas de direitos autorais, ou Copyright.
Petabytes de informações estão sendo produzidas em laboratórios de todo o mundo, mas nem com as melhores ferramentas de busca da web temos acesso a boa parte delas.
A maioria dos cientistas ainda trabalha de maneira isolada, mantendo as informações e descobertas sob sigilo, protegidas por contratos ou alocadas em bancos de dados que não podem ser acessados por qualquer um. Com isso, gastam-se milhões até que se descubra que uma hipótese é falha. Isso sem falar no tempo que se leva para chegar a alguma solução viável.
Mas já existe um movimento para mudar essa história, tornar o ciclo das pesquisas mais rápido e, assim, gerar mais descobertas que possam mudar a vida de milhões de pessoas que sofrem com determinadas doenças incuráveis ou mesmo encontrar soluções que nos ajudem a desacelerar o aquecimento global e conter as mudanças climáticas.
O CC - Creative Commons quer tornar a ciência colaborativa. A ideia do projeto Science Commons é a de que qualquer pessoa que queira saber mais sobre determinado conhecimento científico tenha acesso aberto a ele.
Bibliotecas públicas científicas na internet não cobram direitos autorais de seus leitores e muitos cientistas também têm disponibilizado o conteúdo que produzem na internet, sem cobrar nada por isso.
Atualmente, mais de 500 jornais já usam a licença do CC, que diz que o usuário é livre para copiar, dividir e distribuir os trabalhos científicos, inclusive adaptando o formato e mesmo o idioma de uma produção. A condição para isso é dar crédito ao autor do trabalho.
A pergunta que o Science Commons nos deixa é: vamos continuar a assistir à literatura científica como assistimos TV? Ou poderemos indexar conteúdos relacionados, tirar o conhecimento do papel e usá-lo aliado a outros conteúdos para encontrarmos as soluções que buscamos e realmente tirar vantagem do que a ciência nos oferece?
Artigo retirado do blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
04 Ago 2009
Cada vez mais caminhamos para uma sociedade em Rede... uma sociedade onde tudo se produz e se utiliza coletivamente em prol da coletividade, numa relação de confiança onde todos ganham e compartilham. Mas ainda temos o modelo mental do velho paradigma, aquele onde um comunica para todos, onde o líder é quem "manda" e quem decide, onde um assume a autoria de algo que realizou, bebendo na fonte do trabalho de muitos outros, anônimos.
Fica a minha pergunta: Estamos preparados para rever nossos modelos mentais e abrir mão de antigos valores em prol do novo?
Segue um vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1DKm96Ftfko
Namastê!
Narjara Thamiz
Com a internet, era de se esperar que o conteúdo científico fosse disseminado de maneira mais rápida ao redor do mundo, mas, ainda hoje, esbarramos em questões legais e burocráticas de direitos autorais, ou Copyright.
Petabytes de informações estão sendo produzidas em laboratórios de todo o mundo, mas nem com as melhores ferramentas de busca da web temos acesso a boa parte delas.
A maioria dos cientistas ainda trabalha de maneira isolada, mantendo as informações e descobertas sob sigilo, protegidas por contratos ou alocadas em bancos de dados que não podem ser acessados por qualquer um. Com isso, gastam-se milhões até que se descubra que uma hipótese é falha. Isso sem falar no tempo que se leva para chegar a alguma solução viável.
Mas já existe um movimento para mudar essa história, tornar o ciclo das pesquisas mais rápido e, assim, gerar mais descobertas que possam mudar a vida de milhões de pessoas que sofrem com determinadas doenças incuráveis ou mesmo encontrar soluções que nos ajudem a desacelerar o aquecimento global e conter as mudanças climáticas.
O CC - Creative Commons quer tornar a ciência colaborativa. A ideia do projeto Science Commons é a de que qualquer pessoa que queira saber mais sobre determinado conhecimento científico tenha acesso aberto a ele.
Bibliotecas públicas científicas na internet não cobram direitos autorais de seus leitores e muitos cientistas também têm disponibilizado o conteúdo que produzem na internet, sem cobrar nada por isso.
Atualmente, mais de 500 jornais já usam a licença do CC, que diz que o usuário é livre para copiar, dividir e distribuir os trabalhos científicos, inclusive adaptando o formato e mesmo o idioma de uma produção. A condição para isso é dar crédito ao autor do trabalho.
A pergunta que o Science Commons nos deixa é: vamos continuar a assistir à literatura científica como assistimos TV? Ou poderemos indexar conteúdos relacionados, tirar o conhecimento do papel e usá-lo aliado a outros conteúdos para encontrarmos as soluções que buscamos e realmente tirar vantagem do que a ciência nos oferece?
Artigo retirado do blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
04 Ago 2009
Cada vez mais caminhamos para uma sociedade em Rede... uma sociedade onde tudo se produz e se utiliza coletivamente em prol da coletividade, numa relação de confiança onde todos ganham e compartilham. Mas ainda temos o modelo mental do velho paradigma, aquele onde um comunica para todos, onde o líder é quem "manda" e quem decide, onde um assume a autoria de algo que realizou, bebendo na fonte do trabalho de muitos outros, anônimos.
Fica a minha pergunta: Estamos preparados para rever nossos modelos mentais e abrir mão de antigos valores em prol do novo?
Segue um vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1DKm96Ftfko
Namastê!
Narjara Thamiz
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