Durante toda a história da humanidade, os cientistas vem tentando resolver as questões que afligem o ser humano. Mas, independentemente da área em que atuem, os novos conhecimentos sempre foram registrados em papel.
Com a internet, era de se esperar que o conteúdo científico fosse disseminado de maneira mais rápida ao redor do mundo, mas, ainda hoje, esbarramos em questões legais e burocráticas de direitos autorais, ou Copyright.
Petabytes de informações estão sendo produzidas em laboratórios de todo o mundo, mas nem com as melhores ferramentas de busca da web temos acesso a boa parte delas.
A maioria dos cientistas ainda trabalha de maneira isolada, mantendo as informações e descobertas sob sigilo, protegidas por contratos ou alocadas em bancos de dados que não podem ser acessados por qualquer um. Com isso, gastam-se milhões até que se descubra que uma hipótese é falha. Isso sem falar no tempo que se leva para chegar a alguma solução viável.
Mas já existe um movimento para mudar essa história, tornar o ciclo das pesquisas mais rápido e, assim, gerar mais descobertas que possam mudar a vida de milhões de pessoas que sofrem com determinadas doenças incuráveis ou mesmo encontrar soluções que nos ajudem a desacelerar o aquecimento global e conter as mudanças climáticas.
O CC - Creative Commons quer tornar a ciência colaborativa. A ideia do projeto Science Commons é a de que qualquer pessoa que queira saber mais sobre determinado conhecimento científico tenha acesso aberto a ele.
Bibliotecas públicas científicas na internet não cobram direitos autorais de seus leitores e muitos cientistas também têm disponibilizado o conteúdo que produzem na internet, sem cobrar nada por isso.
Atualmente, mais de 500 jornais já usam a licença do CC, que diz que o usuário é livre para copiar, dividir e distribuir os trabalhos científicos, inclusive adaptando o formato e mesmo o idioma de uma produção. A condição para isso é dar crédito ao autor do trabalho.
A pergunta que o Science Commons nos deixa é: vamos continuar a assistir à literatura científica como assistimos TV? Ou poderemos indexar conteúdos relacionados, tirar o conhecimento do papel e usá-lo aliado a outros conteúdos para encontrarmos as soluções que buscamos e realmente tirar vantagem do que a ciência nos oferece?
Artigo retirado do blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/
04 Ago 2009
Cada vez mais caminhamos para uma sociedade em Rede... uma sociedade onde tudo se produz e se utiliza coletivamente em prol da coletividade, numa relação de confiança onde todos ganham e compartilham. Mas ainda temos o modelo mental do velho paradigma, aquele onde um comunica para todos, onde o líder é quem "manda" e quem decide, onde um assume a autoria de algo que realizou, bebendo na fonte do trabalho de muitos outros, anônimos.
Fica a minha pergunta: Estamos preparados para rever nossos modelos mentais e abrir mão de antigos valores em prol do novo?
Segue um vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1DKm96Ftfko
Namastê!
Narjara Thamiz
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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1 comentários:
Acho que estamos avançando nesta linha. A Capes, órgão brasileiro de pesquisa científica, dá pontos adicionais para as revistas que são abertas e gratuiras. Muias das revistas que não eram, passaram a ser, por esta razão. Se viram meio obrigadas. Tem o site DOAJ (www.doaj.org), que é uma base de indexação de revistas, que está sendo usada pela comunidade acadêmica brasileira, que só idexa periódicos se forem gratuitos e abertos.
Parabens pelo artigo.
паздравляю тбе
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