quinta-feira, 18 de março de 2010

A Arte da Escuta!

Como escuto o que eu escuto?

Esse texto é uma reflexão que parte dessa pergunta, que ouvi pela primeira vez de Humberto Maturana e Ximena Dávila. E poder refletir sobre nossa escuta não é trivial, porque é através dela que apreendemos e interagimos com o mundo.

Tendemos a escutar a partir de nossos filtros (modelos mentais, experiências etc), ponderando o que coincide ou não com esses filtros e parâmetros. Como exercitar um escutar mais amplo e consciente desses filtros, um escutar legítimo que veja o outro, deixando de lado nossos pré-conceitos e que assim seja capaz de se abrir para o novo.

Um dos pontos importantes que vejo, é o desapego às verdades e crenças absolutas, as considerando como apenas uma das maneiras de enxergar o mundo.

Outro ponto, é o silencio, a verdadeira escuta acontece no esvaziamento de nossos pensamentos, na capacidade de receber o outro no silêncio interno.

Faço uma reflexão de que ouvir é abrir mão de nossos paradigmas, modelos mentais e pré-conceitos para deixar surgir o novo, para deixar surgir o outro.

A arte da escuta é aquela capaz de ouvir além do que é dito, silenciando e abrindo-se para o novo. É mais do que um ouvir externo, é também um ouvir interno, que deixa emergir nossa intuição e novas conexões a partir das experiências e interações que vivemos.

Assim, a arte da escuta, não só é fundamental para cada um de nós, como também o é para as organizações, pois dela emerge a inovação, os novos olhares, os novos talentos e novos fazeres.

Como escutamos o que escutamos?

Narjara Thamiz

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