<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396</id><updated>2010-02-24T09:24:31.221-08:00</updated><title type='text'>As organizações na Nova Era</title><subtitle type='html'>Esse é um espaço de reflexão sobre sustentabilidade e competitividade, que caminha por novas formas de pensar esses conceitos e as organizações, propondo práticas integradas para uma nova era, com mais sentido, saúde, amorosidade e harmonia.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-3116505459011191310</id><published>2010-02-24T09:18:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T09:24:31.231-08:00</updated><title type='text'>Apreciação ou Retaliação?</title><content type='html'>Você já se perguntou porque “apagamos tantos incêndios” na vida? Já pensou de onde eles surgem e porquê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte das organizações os profissionais gastam uma grande, se não a maior parte do tempo, resolvendo problemas que pipocam constantemente, ou como dizem, “apagando incêndios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que é uma lei universal e física também, que toda ação tem uma reação em igual proporção, então tudo o que vivemos é consequência de algo e a causa de algo posterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo isso me inquieta muito, primeiro porque quando olho para os problemas, vejo sintomas. Pra mim, os sintomas são manifestações superficiais de uma causa mais profunda, não necessariamente aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando cuidamos deles, temporariamente desaparecem e nos aliviam, como quando tomamos um comprimido para dor de cabeça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo ele ressurgirá, de formas ou em áreas diferentes, de repente, uma dor de estomago, para lembrar que as causas permacem não vistas e atuantes e que quando menos esperamos estouram! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo pequeno se torna uma grande tempestade sistêmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma reflexão que faço é: Porque paramos de refletir sobre as coisas que vivemos, sobre os problemas que enfrentamos? Será que tratar dos sintomas muitas vezes não nos acomoda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebo que majoritariamente buscamos facilidades e confortos, e que buscar um remédio é muito mais fácil que mudar um hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vejo também, apesar de ainda raro, algumas pessoas e organizações com processos e práticas para buscar e resolver a causa dos problemas. Vejo pessoas se perguntando de onde vêm esses “incêndios”, que função eles têm dentro da organização e o que está por detrás deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/S4Vgd7hcpTI/AAAAAAAAAQA/AUXMlHFxHQc/s1600-h/tristeza.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 223px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/S4Vgd7hcpTI/AAAAAAAAAQA/AUXMlHFxHQc/s320/tristeza.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441861792057566514" /&gt;&lt;/a&gt;Mas fico me perguntando. Porque tanto problema? Sintomas, causas, raízes, incêncios... ele está sempre presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo entrei em contato com uma pesquisa realizada por David Cooperrider, que desencadeou numa metodologia, que hoje faz parte do meu trabalho e também da vida cotidiana, que se chama Investigação Apreciativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele experimentou e descobriu que quando focamos nos sucessos, surgiam momentos de cooperação e inovação nunca antes observados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me deixou intrigada e resolvi experimentar. Minhas reflexões e aprendizados foram os seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque passamos tanto tempo pensando, falando sobre ou tentando resolver problemas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que existe um padrão cultural aprendido, de lamentação, foco nos problemas, nos erros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos sentimos cada vez piores, mais incompetentes, mas desgastados e geramos mais problemas, pois tudo o que pensamos, falamos e sentimos, CRIAMOS! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/S4VfznmMHMI/AAAAAAAAAP4/jvtz9xOOTvc/s1600-h/apreciando.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 242px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/S4VfznmMHMI/AAAAAAAAAP4/jvtz9xOOTvc/s320/apreciando.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441861065154239682" /&gt;&lt;/a&gt;Assim, dos aprendizados, o mais gostoso é que quando deslocamos nosso foco de percepção um pouco para a esquerda e enxergamos os sucessos, os talentos, as melhores práticas, os melhores momentos, os aprendizados, geramos um mundo de idéias, iniciativas e soluções, em ambientes melhores, mais alegres e cooperativos.  &lt;br /&gt;Porque será que nosso paradigma ainda nos leva para o problemas e erros e não para as forças e talentos que temos e queremos construir juntos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estamos investindo nossa energia e tempo, tão preciosos. Será só uma questão de foco? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda fico me perguntando. E te pergunto, Porquê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-3116505459011191310?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/3116505459011191310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2010/02/apreciacao-ou-retaliacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3116505459011191310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3116505459011191310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2010/02/apreciacao-ou-retaliacao.html' title='Apreciação ou Retaliação?'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/S4Vgd7hcpTI/AAAAAAAAAQA/AUXMlHFxHQc/s72-c/tristeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-7121842764716834956</id><published>2009-10-06T21:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T21:55:51.010-07:00</updated><title type='text'>Um Modelo de Negócio Sustentável!</title><content type='html'>Alexa Salomão, da Época Negócios, escreveu um texto super interessante que vale a reflexão... Ela escreve a partir de uma matéria que viu sobre uma empresa preocupada com a sustentabilidade, passar a alugar seus produtos, ao invés de vendê-los, assim o consumidor pagaria mensalmente pelo produto e a empresa ao longo de períodos pré-definidos, comprometida com o desenvolvimento de novas tecnologias mais limpas e eficientes, os substituiria por versões mais modernas, retirando e reciclando os antigos produtos. Assim teríamos menor consumo de energia e aplicativos tecnológicos mais vantajosos sempre... Será possível esse modelo de negócios???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os 80 e 90, Daly foi economista chefe do Departamento Ambiental do Banco Mundial, traçou boa parte das políticas de sustentabilidade da instituição e tem uma visão particular de como o capitalismo deveria funcionar. Condena o atual modelo de desenvolvimento, baseado na expansão geométrica das taxas de crescimento, tanto de países quanto de empresas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita que é preciso nacionalizar o máximo possível de capital e de produção, para evitar gastos desnecessários de recursos ambientais e distribuir melhor a riqueza. Há mais de 10 anos, defende a reciclagem e a baixa exploração de reservas naturais. Uma de suas propostas práticas para as empresas é a substituição da venda pela locação de produtos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Daly, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e até automóveis deveriam ser alugados e depois recolhidos pelas mesmas empresas que os produziram... Então, talvez a idéia de alugar máquina de lavar roupa, geladeira e fogão seja, afinal, uma opção viável...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que as organizações estariam dispostas??  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://colunas.epocanegocios.globo.com/inspiracao/2009/08/07/voce-alugaria-o-seu-fogao/#comments&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-7121842764716834956?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/7121842764716834956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/10/um-modelo-de-negocio-sustentavel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/7121842764716834956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/7121842764716834956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/10/um-modelo-de-negocio-sustentavel.html' title='Um Modelo de Negócio Sustentável!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-3551220483697607369</id><published>2009-08-13T19:00:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T15:56:25.172-07:00</updated><title type='text'>Será possível substituir cartuchos por restos de café?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoJI6YcR4WI/AAAAAAAAAMg/diiesKODDIM/s1600-h/dregprinter.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoJI6YcR4WI/AAAAAAAAAMg/diiesKODDIM/s320/dregprinter.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368933873609728354" /&gt;&lt;/a&gt;Em um concurso anual para inovações "verdes" na Inglaterra (Greener Gadgets annual competition), uma das inovações foi uma impressora que usa restos de café e chá para imprimir, em substituição aos cartuchos de tinta tradicionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi inventada por Joen Hwan Ju da Korea do Sul, e batizada por ele de RITI. Sua idéia foi inspirada pelos altos preços dos cartuchos e por seu amor pela natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela funciona como impressora comum, exceto que os movimentos para impressão são feitos com a mão. Ela é bastante simples em concepção, reduz resíduos, conserva energia e ainda economiza na compra de cartuchos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que soluções, talentos e inovações não faltam, mas o que as impede de surgirem como produtos comerciais no mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.cartridgesave.co.uk/news/printer-leverages-on-coffee-or-tea-dregs/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-3551220483697607369?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/3551220483697607369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/riti-printer-runs-on-coffee-or-tea.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3551220483697607369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3551220483697607369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/riti-printer-runs-on-coffee-or-tea.html' title='Será possível substituir cartuchos por restos de café?'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoJI6YcR4WI/AAAAAAAAAMg/diiesKODDIM/s72-c/dregprinter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-3649606570030579462</id><published>2009-08-13T15:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-13T15:36:15.465-07:00</updated><title type='text'>Uma empresa em rede inova mais</title><content type='html'>Recebi essa notícia através de um querido amigo... Algarra e achei bem interessante. E um artigo da época negócios publicado em 06/07/2009 e escrito por Rafael Barifouse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigantismo da IBM já foi visto como um problema. Hoje, a companhia usa ferramentas de colaboração para aproveitar o potencial de seus 400 mil funcionários no mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoSVRpT8McI/AAAAAAAAAMo/hCHzWSQOJCM/s1600-h/original.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoSVRpT8McI/AAAAAAAAAMo/hCHzWSQOJCM/s320/original.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369580786112278978" /&gt;&lt;/a&gt;O mês de junho pode ser considerado histórico na IBM Brasil. A empresa consagrou seus três primeiros inventores masters, reconhecimento pela autoria de um número relevante de patentes. Ao todo, 30 ideias já foram registradas por brasileiros desde a criação, há três anos, do programa que estimula todos os funcionários a pensar inovações. Parece pouco no universo de 4 mil patentes anuais da multinacional, mas é um avanço, diante das três descobertas registradas no Brasil nos 90 anos anteriores de trajetória da empresa no país. “O brasileiro é criativo, mas não registra suas ideias”, diz José Carlos Duarte, diretor de tecnologia da IBM Brasil. “O que ocorreu agora foi uma mudança importante. Trouxe valor para a companhia e o indivíduo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O programa é parte de um conjunto de ferramentas colaborativas que a IBM desenvolve desde o início da década. O portal DeveloperWorks abre a possibilidade de qualquer pessoa ajudar no desenvolvimento de softwares da empresa. O fórum ThinkPlace reúne sugestões de funcionários para aprimorar práticas e produtos. Aquelas com potencial para novos negócios são desenvolvidas pelo BizTech. Existe ainda uma aposta forte em comunidades online, para reunir funcionários, cientistas e executivos. Tudo para gerar conhecimento dentro da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas ferramentas refletem a mudança da IBM em pesquisa. Até os anos 90, a regra para fomentar a inovação era abrir o maior número possível de laboratórios. Existem hoje oito centros de pesquisa, em seis países, com mais de 5 mil pesquisadores. Em um mundo interconectado, isso perdeu um pouco o sentido. É melhor – e mais barato – apostar em parcerias e aproveitar o potencial dos 420 mil funcionários espalhados pelos 172 países onde a empresa opera. As ideias patenteadas também são licenciadas, o que pode render US$ 2 bilhões por ano à IBM. “Inovação é algo latente, mas é preciso acender a chama”, diz Ricardo Pelegrini, presidente da IBM Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos programas mais tradicionais para incentivar a criatividade na empresa é o InnovationJam, que reúne, a cada ano, funcionários, clientes e especialistas para um debate online de 72 horas. Começou como um teste, em 2001, e já ajudou a redefinir os valores da empresa em 2003, a achar formas de praticá-los em 2004 e a definir dez novas linhas de pesquisa. Em 2008, discutiu-se no InnovationJam a empresa do futuro. O Brasil foi um dos mais ativos no fórum online. Participaram das discussões o CEO mundial, Sam Palmisano, e Pelegrini, que sugeriu aos colegas a indicação dos países emergentes como pilotos de programas globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra iniciativa com bons resultados é o Global Innovation Outlook. A série anual de debates já reuniu 600 especialistas em torno de temas como segurança e saúde. Os assuntos parecem distantes do DNA de tecnologia da IBM, mas também geram negócios. Quatro anos depois de discutir trânsito urbano, por exemplo, a área de tecnologia da IBM foi contratada para gerenciar ruas na Suécia e na Inglaterra. Como se vê, o acesso rápido e amplo à informação rende mais do que conhecimento. Rende bilhões em receitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me cada vez mais que o caminho do futuro é o caminho da organização em rede, não só externamente - com fornecedores, clientes, parceiros, mas também, internamente... de uma estrutura hierarquica, para cada vez mais uma estrutura em rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como ficam os egos, o poder e o controle nessa estrutura??? Será que estamos prontos pra abrir mão disso e viver o novo, compartilhando e co-criando??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-3649606570030579462?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/3649606570030579462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/uma-empresa-em-rede-inova-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3649606570030579462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3649606570030579462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/uma-empresa-em-rede-inova-mais.html' title='Uma empresa em rede inova mais'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoSVRpT8McI/AAAAAAAAAMo/hCHzWSQOJCM/s72-c/original.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-6652427313295877370</id><published>2009-08-10T06:52:00.001-07:00</published><updated>2009-08-10T06:59:47.234-07:00</updated><title type='text'>Carro elétrico wireless</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoAmRtrZlCI/AAAAAAAAALw/uDHctn0d1ac/s1600-h/1249667411379_9.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 178px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoAmRtrZlCI/AAAAAAAAALw/uDHctn0d1ac/s320/1249667411379_9.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368332841586889762" /&gt;&lt;/a&gt;Se nos anos 90, o carro elétrico foi excluído sem dó do mercado (leia Quem matou o carro elétrico?), hoje ele volta com força total. As grandes companhias automobilísticas buscam novas soluções a cada dia para ganhar consumidores cada vez mais conscientes e exigentes em termos de níveis de poluição, emissões de carbono e eficiência energética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, a Nissan saiu na frente e desenvolve o carro elétrico recarregável sem fio. Ele funciona a partir da indução eletromagnética entre duas bobinas, uma colocada em baixo do carro e outra no chão. Três horas são o suficiente para que o veículo esteja pronto para mais um rolê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vantagem é que será mais fácil recarregar o carro em estacionamentos e garagens e não apenas em casa. E a empresa cogita a possibilidade de haver bobinas embutidas nas avenidas e rodovias, de modo que os veículos possam ser recarregados enquanto estão em movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invenção ainda não tem data para ser lançada oficialmente no mercado, mas os engenheiros garantem que o procedimento será simples e barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como funciona:&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoAmX2FeiWI/AAAAAAAAAL4/J-odnf3ZZDs/s1600-h/carro-eletrico-sem-fio-funcionamento-postsuper.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 345px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoAmX2FeiWI/AAAAAAAAAL4/J-odnf3ZZDs/s400/carro-eletrico-sem-fio-funcionamento-postsuper.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368332946922965346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo retirado do Blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/&lt;br /&gt;07 Ago 2009 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro das muitas pesquisas e inovações anônimas, parece que finalmente estamos chegando a uma solução viável dentro da indústria automobilística. :)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-6652427313295877370?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/6652427313295877370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/carro-eletrico-wireless.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/6652427313295877370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/6652427313295877370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/carro-eletrico-wireless.html' title='Carro elétrico wireless'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SoAmRtrZlCI/AAAAAAAAALw/uDHctn0d1ac/s72-c/1249667411379_9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-8775833256175502819</id><published>2009-08-10T06:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T06:50:18.918-07:00</updated><title type='text'>Ciência colaborativa</title><content type='html'>Durante toda a história da humanidade, os cientistas vem tentando resolver as questões que afligem o ser humano. Mas, independentemente da área em que atuem, os novos conhecimentos sempre foram registrados em papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a internet, era de se esperar que o conteúdo científico fosse disseminado de maneira mais rápida ao redor do mundo, mas, ainda hoje, esbarramos em questões legais e burocráticas de direitos autorais, ou Copyright.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Petabytes de informações estão sendo produzidas em laboratórios de todo o mundo, mas nem com as melhores ferramentas de busca da web temos acesso a boa parte delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos cientistas ainda trabalha de maneira isolada, mantendo as informações e descobertas sob sigilo, protegidas por contratos ou alocadas em bancos de dados que não podem ser acessados por qualquer um. Com isso, gastam-se milhões até que se descubra que uma hipótese é falha. Isso sem falar no tempo que se leva para chegar a alguma solução viável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já existe um movimento para mudar essa história, tornar o ciclo das pesquisas mais rápido e, assim, gerar mais descobertas que possam mudar a vida de milhões de pessoas que sofrem com determinadas doenças incuráveis ou mesmo encontrar soluções que nos ajudem a desacelerar o aquecimento global e conter as mudanças climáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CC - Creative Commons quer tornar a ciência colaborativa. A ideia do projeto Science Commons é a de que qualquer pessoa que queira saber mais sobre determinado conhecimento científico tenha acesso aberto a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliotecas públicas científicas na internet não cobram direitos autorais de seus leitores e muitos cientistas também têm disponibilizado o conteúdo que produzem na internet, sem cobrar nada por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, mais de 500 jornais já usam a licença do CC, que diz que o usuário é livre para copiar, dividir e distribuir os trabalhos científicos, inclusive adaptando o formato e mesmo o idioma de uma produção. A condição para isso é dar crédito ao autor do trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que o Science Commons nos deixa é: vamos continuar a assistir à literatura científica como assistimos TV? Ou poderemos indexar conteúdos relacionados, tirar o conhecimento do papel e usá-lo aliado a outros conteúdos para encontrarmos as soluções que buscamos e realmente tirar vantagem do que a ciência nos oferece?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo retirado do blog: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/&lt;br /&gt;04 Ago 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais caminhamos para uma sociedade em Rede... uma sociedade onde tudo se produz e se utiliza coletivamente em prol da coletividade, numa relação de confiança onde todos ganham e compartilham. Mas ainda temos o modelo mental do velho paradigma, aquele onde um comunica para todos, onde o líder é quem "manda" e quem decide, onde um assume a autoria de algo que realizou, bebendo na fonte do trabalho de muitos outros, anônimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a minha pergunta: Estamos preparados para rever nossos modelos mentais e abrir mão de antigos valores em prol do novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue um vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=1DKm96Ftfko&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namastê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-8775833256175502819?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/8775833256175502819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/ciencia-colaborativa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/8775833256175502819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/8775833256175502819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/08/ciencia-colaborativa.html' title='Ciência colaborativa'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-6944228640532029590</id><published>2009-07-15T21:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T21:27:46.738-07:00</updated><title type='text'>Os ciclos de vida e nossas escolhas profissionais - Uma visão da antroposofia</title><content type='html'>Encontrei uma entrevista muito interessante sobre os ciclos de vida e a carreira profissional, baseada na compreensão dos setênios da antroposofia, e quis compartilhar com vocês, pois ela desperta uma auto-reflexão importante sobre nossas escolhas de vida. Essa entrevista está no site da Adigo e é baseada no livro &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Assuma a Direção de Sua Carreira - Os ciclos que definem o seu futuro profissional&lt;/span&gt;" de Jair Moggi e Daniel Burkhard&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como os ciclos dos sete anos infuenciam na carreira&lt;/span&gt; - &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Entrevista de Jair Moggi para o site vyaestelar por Angelo Medina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que é importante dividir a carreira em setênios (ciclos)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Na verdade o importante não é dividir a carreira em setênios, mas sim a própria vida em setênios. A carreira no fundo é um detalhe importante de algo maior que é a nossa vida. A divisão em setênios vem de uma sabedoria muito antiga., pois é sabido que as antigas sociedades humanas tinham o costume de dar um significado ritualístico às passagens do setênios. Essas passagens eram, muitas vezes, comemoradas em ritos de passagem específicos. Alguns desses ritos sobrevivem até hoje em determinadas sociedades. Em muita tribos indígenas o menino de 7 anos já começa a ser treinado nas artes da caça e da guerra. Para os católicos, até recentemente, os 7 anos era a idade da primeira comunhão e, aos 14, é feita a crisma ou a confirmação da pessoa como membro do corpo de Cristo. Em muitas tradições, aos 14 anos a pessoa pode alterar o seu nome. Os 14 anos marcam o final da fase infantil e inicia-se a fase juvenil. Aos 21 anos, o nosso código civil reconhecia até pouco tempo a maioridade, como herança das tradições romanas e gregas. Há muitos fenômenos físicos ligados ao que ocorre nos setênios ao longo da vida. Todos sabem que ao redor dos 7 anos o nosso corpo expele a última célula herdada dos nossos pais, a maior célula do corpo humano, os dentes de leite. A medicina começa a mapear e indicar que a cada 7 anos os nossos órgãos internos têm as suas células trocadas – isso equivale a dizer que, a cada 7 anos, somos uma pessoa diferente . Elizabet Sahtouris, famosa bióloga, pesquisadora, filósofa ecológica e futuróloga grega-americana, em seu último livro, “A dança da Vida”, ao discorrer sobre o processo de autocriação dos seres vivos, afirma que a cada sete anos, mais ou menos, nós somos constituídos de materiais inteiramente novos. No contexto existencial, os setênios funcionam mais como arquétipos e um arquétipo pode ser acessado de maneira mais completa pela nossa intuição do que pela razão, tornando mais natural e genuíno o entendimento das fases da nossa vida ou da nossa carreira. É bom lembrar também que quando falamos de arquétipos, estamos falamos aqui de “sabedoria primordial ou de fenômenos constatados na vida prática, mas ainda não reconhecidos pelo estágio atual da nossa ciência. Quero dizer com isso, que os setênios são referencias observáveis como tendência na vida prática e devem ser vistos como algo orgânico e não mecânico. Em nosso livro que enfocamos mais os aspectos profissionais relacionados aos setênios. Lá comentamos em detalhes o que ocorre no contexto profissional ou da carreira, a partir dos 21 anos, ou do terceiro setênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vya Estelar - Daria para sintetizar o significado ou importância de cada um dos noves setênios(ciclos)?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Digamos que esta questão na verdade sejam nove perguntas. Claro! Peço ao leitor desta entrevista que considere que sintetizar a vida humana em um espaço curto é um desafio muito grande! Mas vamos lá! 1º Setênio (0 a 7 anos) No momento do nascimento, somos produto hereditário de nossos ancestrais. O primeiro setênio caracteriza-se pela troca de todas as células herdadas por células individualizadas produzidas pela própria pessoa. A individualidade da criança imprime em cada célula as suas características pessoais, individualizando-as. Dessa maneira, a identidade espiritual constrói o seu próprio instrumento físico, do qual fará uso como ferramenta para atuar no mundo. Esse processo chega à sua conclusão quando as células mais duras do organismo são trocadas: quando os dentes de leite são substituídos por uma dentição individualizada. O processo de construção do instrumento físico pela identidade espiritual pode ser favorecido ou prejudicado pelo processo educacional da criança junto à sua família ou na escola até a forma orgânica mais profunda, com conseqüências evidentes no estilo de liderança, habilidade para trabalho em equipe e na carreira no futuro. Alegria, prazer, amor, calor, fé, confiança são os ingredientes que formam um ambiente favorável ao processo de desenvolvimento da criança no primeiro setênio, e que vão impactar todo o seu futuro.&lt;br /&gt;Para caracterizar mais esse setênio, podemos usar a imagem de uma banheira: Quando a água é fria ou gelada, a pessoa se contrai e tem uma sensação desagradável. O único desejo é sair dessa água fria. Mas, quando a água é morna, a pessoa se expande e tem sensações agradáveis, achando ótimo estar nessa situação. O mesmo acontece com a individualidade da criança em relação ao ambiente em que nasce e é criada. Rudolf Steiner, fundador da antroposofia, diz que a vivência fundamental de que o mundo é bom faz a criança desenvolver-se de forma positiva até mesmo organicamente e forma o extrato básico para o seu senso moral para o resto da vida.&lt;br /&gt;O processo de aprendizado nesta fase acontece por imitação.&lt;br /&gt;Sua evolução dependerá dos exemplos que a criança tem para imitar.&lt;br /&gt;• Imitando, ela aprende a andar colocando a sua coluna vertebral em posição vertical, o que nos diferencia de todos os seres deste planeta.&lt;br /&gt;• Somente com a coluna vertebral ereta, a criança pode começa a falar, imitando as palavras e as sentenças que capta dos outros.&lt;br /&gt;A maneira de falar e de formar sentenças determina o processo pensante da criança. 2º Setênio (7 a 14 anos) Com a troca dos dentes, a criança está madura para ir à escola. As forças vitais que no primeiro setênio eram totalmente engajadas na formação do instrumento físico são liberadas parcialmente e são transformadas pelo processo de aprendizado em forças de consciência, pois as forças de consciência são metamorfoses das forças vitais que agiam preponderantemente no primeiro setênio. Nesse sentido, ocorre um fenômeno aos quais os pais deveriam prestar mais atenção, que é o processo comum em nossa sociedade de intelectualização precoce da criança. Essa intelectualização subtrai forças vitais da criança que ela ainda deveria usar na formação de seu organismo. Isso pode trazer problemas de saúde em fases posteriores da vida. Assim como na fase anterior, podemos constatar para o 2º setênio alguns valores fundamentais para o desenvolvimento favorável da criança. Esses valores são: fantasia, beleza, arte, veneração e autoridade. Nesta fase, formamos o nosso próprio mundo interior e, dependendo dos valores vivenciados e transmitidos, a nossa morada interior pode ser bem arrumada, de bom gosto e harmônica, ou desleixada, desarrumada e caótica, o que também vai impactar os próximos setêncios.&lt;br /&gt; Aqui a vivência fundamental de que o mundo é belo forma a base para o nosso senso estético para o resto da vida. Nesta fase fixamos os nossos hábitos, normas e costumes que são difíceis de mudar mais tarde. 3º Setênio (14 a 21 anos) Nessa fase as três faculdades da alma humana – pensar, sentir e querer – parecem estar discordantes entre si: Uma pessoa pode perder-se em pensamentos filosóficos, isolando-se do resto do mundo. Outra pode deixar carregar-se nas ondas de um sentimentalismo saudoso (os mais antigos devem se lembrar-se da fase “paz e amor” dos anos 60!) . Quem não foi simpático ou adepto fervoroso a um “ista” nessa fase: da vida:. Um comunista, espiritualista, materialista, budista, petista, naturalista etc. .! Nesta fase o jovem pode se deixar arrastar pela vontade, pelo sentir ou por um querer excessivo que muitas vezes descamba para a agressividade (como por exemplo: rachas com veículos, prática de esportes radicais, roleta russa, gangues etc.,). Esses “istas” são as primeiras buscas de respostas para as questões existenciais que nos atormentam.&lt;br /&gt;Mais pelo fim do 3º setênio, o jovem consegue pela primeira vez formar pensamentos autonomamente próprios, independentes de conceitos ou experiências emprestadas do mundo externo.&lt;br /&gt;Começamos então a formular perguntas tais como:&lt;br /&gt;• Quem sou eu?&lt;br /&gt;• O que vim fazer neste mundo?&lt;br /&gt;• O que quero ser na vida?&lt;br /&gt;Começamos a duvidar se os pensamentos são nossos ou vêm dos pais. Por exemplo:&lt;br /&gt;“Será que estudo medicina por que meu pai é médico?”&lt;br /&gt;“Será que a escolha foi realmente minha ou foi a escolha de meu pai?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimos uma necessidade crescente de nos distanciar dos pais e achar a nossa própria identidade. A conseqüência é que faremos tudo aquilo que confronta os valores dos pais, mais como reação do que por escolha consciente. Todos esses fenômenos são expressões da crise de identidade, da busca da própria essência. Como nos setênios anteriores, podemos identificar alguns valores fundamentais para o desenvolvimento favorável do jovem, que são: liberdade com responsabilidade, lógica, ideais e verdade. A questão da liberdade com responsabilidade é de fundamental importância nessa fase O adolescente quer assumir-se e determinar as suas próprias ações. A única forma viável,de dar para a responsabilidade o mesmo peso que tem a liberdade é o diálogo amigável. Proibições são contraproducentes, pois o que é proibido será feito às escondidas. A partir deste ponto na biografia humana e para o contexto desta entrevista, já é possível começar a falar dos aspectos ligados à carreira, liderança, trabalho em equipe e organização. 4ºSetênio (21 aos 28 anos) Os gregos tinham para este setênio a imagem arquetípica do centauro, que era metade humano, metade cavalo, querendo dizer que somos “meio bestas”, e que ainda não dominamos as nossas emoções. Neste setênio as habilidades técnicas tornam-se mais evidentes. O jovem quer saber como as coisas funcionam e como o conhecimento técnico é aplicado, etc... Recebe seu primeiro diploma, mas ainda não tem experiencia prática Muitos trainees chegam às empresas nesta fase, sem noção da complexidade que os espera. Eles precisam conhecer bem a organização – e este é o melhor investimento em futuros líderes. O 28º ano é marcado pela crise dos talentos. Até então na vida tudo é espontâneo. A partir daí, as realizações dependem em 10% de inspiração e 90% de transpiração. Muitos talentos vão para o anonimato após os 28 anos. Não poucos entram em depressão. A carreira (21 aos 28 anos) Um bom programa de trainees que considere as nuances do ser humano nesta fase da vida deve criar condições para que o trainee possa orientar-se, conhecendo a organização: suas várias áreas,o processo produtivo,os produtos e mercados, os principais sistemas,tecnologias aplicadas,as principais políticas e suas principais lideranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de carreira, podemos dizer ainda que, nesta fase da vida, o profissional está em busca do seu lugar no mundo e desabrocha para as suas habilidades técnicas. Depois de testadas no mundo, essas habilidades criarão a base para o estágio seguinte da sua carreira. As características de um jovem que assume cargo de chefia nesta fase da vida são caracterizadas por querer ter as coisas e as pessoas sob controle para alcançar eficiência e para evitar surpresas. Tem forte tendência para ser autocrático, não gosta de receber feedback, pois isso corrói a sua segurança interior. Para ele, muitas vezes o ataque parece ser a melhor defesa. Tem pouca disposição para a autocrítica, tem enorme dificuldade de ouvir os outros, pois sacrificar uma idéia pode significar o sacrifício da segurança interior e tem fortes tendências a ser egocêntrico. 5º Setênio (28 aos 35 anos) Neste setênio de centauros, nos tornamos cavaleiros, pois já conseguimos detêr as rédeas das emoções. Como a nossa razão domina os impulsos começamos a ponderar antes de decidir. Nesta fase, desabrocham as habilidades organizativas, ele já começa a entender a empresa como um sistema. Podemos dizer que é a fase de maior encarnação, quando o eu está mais ligado ao físico. Até aqui, o mundo nos alimentou. Quase todos os ventos foram favoráveis. Agora devemos começar a devolver ao mundo (de forma metamorfoseada) o que recebemos. O momento é crucial. Entre 30 e 33 anos, vemos a diferencia entre biografia interna (ser) e biografia externa (ter). É possível ter dinheiro, bens, diplomas, sexo, poder e status. A biografia interna preocupa-se com questões mais qualitativas e espirituais. Do tipo: Qual é a qualidade das minhas relações pessoais? Qual é o meu papel na família e na comunidade? Qual é o sentido mais profundo de uma experiência, de um encontro ou de uma frase dita por alguém? Somente o caminho interno, em equilíbrio com o externo, traz frutos valiosos para o mundo e as pessoas. A Carreira (28 aos 35 anos) Aqui o profissional conquista o seu lugar no mundo quando no setênio anterior ele buscava esse lugar . Muitos assumem têm funções de chefia. É hora de pensar em delegar. Mas há conflito entre delegar responsabilidades reais ou apenas tarefas, mantendo o controle. O executivo nessa fase muitas vezes tem uma lógica implacável, às vezes marcada pela insensibilidade. Seu fascínio é por modismos de gestão, planejamento, organização e controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deseja o poder e tudo que o cerca. É orientado para administrar coisas. 6º Setênio (35 aos 42 anos) Neste setênio os frutos do esforço dos setênios anteriores começam a aparecer. Sentimos segurança interior. Estamos em pleno vigor físico e dispostos a assumir riscos. Conseguimos entender situações complexas. No setênio anterior, vivemos a ilusão de que o céu é o limite. Agora percebemos que nós somos o limite. Perto dos 40, de repente começamos a fazemos perguntas como: Quem sou eu realmente? Qual é o sentido da vida? Era isso que eu esperava? O que me dá satisfação? Que valores tenho? O que faço é coerente com os meus valores? Trata-se da crise da autenticidade. Vamos em busca de algo novo, mais verdadeiro e autêntico. Ninguém tem respostas a nossas questões a não ser nós mesmos. A vivência é de solidão. As mulheres fazem esse questionamento em torno dos 35. Os homens podem empurrar as dúvidas até um setênio para frente, quando são pegos em cheio em torno dos 45 ou 50 anos. Nessa fase ficam mais evidentes as habilidades sociais, eu já começo a cnsiderar as pessoas no meu processo decisório e nas minhas ações. A lógica começa a ser humanizada, num certo sentido. Após os 42, há declínio das forças físicas. Muitas pessoas continuam no pique anterior, competindo com os mais jovens. Há casos de exageros que terminam em ruptura, um infarto, ou uma estafa que leva a reavaliar a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carreira (35 aos 42 anos) Há maior sensibilidade. O profissional sabe que motivação e entusiasmo são fundamentais para vencer desafios. Começa a delegar responsabilidades e estimula a autoconfiança na equipe. As coisas são importantes, mas ele administra mais as pessoas. Consegue aliar razão e intuição nos processos decisórios. Não tolera erros. A negociação com clientes pode ter o caráter de ganha x ganha. Nesta fase o profissional pode começar um caminho de auto-educação e auto-desenvolvimento, ou então enveredar pela biografia externa, buscando mais resustaldos materiais e querendo competir com os mais jovens. A última alternativa torna-se clara quando ele se torna um tirano frustrado, pois quanto mais autoridade exerce, menos liderança tem. 7º Setênio (42 aos 49 anos) Em torno dos 42 anos, tem início o processo de escarnação. O eu começa a se retirae aos poucos, começando pelo sistema metabólico/sexual/motor. Aos 49, a mulher tem a menopausa. Entre 49 e 56 anos, o eu se retrai do sistema rítmico; e, a partir dos 56, do sistema neuro-sensorial. É quando temos o amadurecimento espiritual, cuja base é uma vida anímica sadia, uma alma curtida, que passou por processos de aprendizado conscientes. Todos conhecemos a frase de que a vida começa aos 40 anos. É quando experimentamos a identidade que acabamos de encontrar. Aprendemos a dizer não a expectativas dos outros e tentamos ser autênticos. Os detalhes já não são tão importantes, mas sim o todo e a inter-relação entre fenômenos. Enxergo fatos distantes e consigo relacioná-los. Conquistei o dom da visão global ou holística. A carreira (42 aos 49 anos) O profissional administra pessoas, estimulando-as. O desenvolvimento dos subordinados é preocupação genuína. Percebe os erros como oportunidades de aprendizagem. Incentiva a criatividade de pessoas e grupos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Age com transparência. Não segue modismos, cria conceitos próprios. Delineia estratégias. Enxerga a organização num contexto amplo e sabe se antecipar a situações e desafios. 8º Setênio (49 aos 56 anos) No processo de perda da energia vital, a individualidade afrouxa a ligação com o sistema rítmico (coração e pulmão), o que permite sentir num nível mais profundo e, também, metamorfoseia a energia vital em energia de consciência. O cuidado com o ritmo se faz necessário – para dormir, comer, entre trabalho e lazer, etc. Ritmo substitui força e propicia vitalidade. Esse setênio já permite entender o que está além das palavras. As pessoas transmitem anseios, medos e desejos sem notar. Começa a perceber que uma pergunta bem feita convence mais do que mil argumentos. A carreira (49 aos 56 anos) Consegue enxergar problemas de vários pontos de vista. Aceita que muitos caminhos levam a Roma e deixa os subordinados acharem o seu. Tem consciência de que o sucesso futuro reside nos talentos que estão não pessoas que o destino colocou ‘a sua disposição. Prepara as pessoas para desafios e sente prazer em atuar como coach. Sabe trabalha com perguntas. Entende que os jovens têm direito a errar. Visualiza pontos estratégicos e deixa espaço para a auto-realização. Administra o potencial estratégico, cuidando do vir a ser da empresa e das pessoas. 9º Setênio (56 aos 63 anos) É sabido que mais de dois terços das obras primas da humanidade que resistiram ao tempo foram criadas por pessoas acima dos 60 anos. Há grandes estadistas, compositores, escritores, pintores e outros nesta faixa. Conforme envelhecemos, o eu emancipa-se e fica livre para criar. Isso é fruto de uma vida de trabalho árduo. Nesta etapa, colhemos o que foi plantado antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto dos 60, os sentidos físicos, as nossas janelas para o exterior, começam a fechar-se. Usamos óculos, a capacidade auditiva reduz-se, o paladar fica menos aguçado. O que dá possibilidade de uma viagem para dentro, na qual podemos encontrar a essência interior, o nosso deus interior. Veremos que nossa biografia é um organismo. Cada experiência por que passei tem a ver com a minha identidade. Nada aconteceu ao acaso. Ou, como disse um participante de nossos cursos biográficos: “A minha biografia é a minha filosofia de vida!!” A carreira (53 aos 63 anos) Desenvolve as visões do futuro. Inspira as pessoas. Dá diretrizes e deixa aos outros a execução. É exemplo de conduta ética e moral. Fala pouco e ouve muito. Sabe aconselhar. Administra os potenciais espirituais da empresa, zelando pela sua missão, valores e princípios. Enxerga megatendências e dá respostas intuitivas e criativas para necessidades futuras. Procurei descrever aqui de forma suscinta os arquétipos que moram em cada setênio para que o leitor tenha uma idéia . Obviamente exisem vários outros fenômenos que poderiam ser ditos, tanto nos aspectos positivos para quem faz um trajetória adequada ao longo da vida, como os fenômenos negativos para aqueles que derrapam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vya Estelar – Entre estes ciclos existiria um mais decisivo? Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A sabedoria primordial chinesa dizia que o Ser humano tem três fases na vida. A primeira fase a de aprender ( os três primeiros setênios). E aprender aqui é um aprender receptivo. A segunda Fase a de Lutar, que se refere aos setênios intermediários, dos 21 aos 42 anos da Vida, que é um aprender ativo e a terceira fase, que essa tradição chama de a fase onde a pessoa pode se tornar sábio. Cuidado ! Não é ser sábio, mas tornar-se sábio. O aprendizado dessa fase é um aprender existencial que idealmente deveria decorrer de um auto-desenvolvimento consciente. Portanto não existe um setênio mais decisivo. Todos são decisivos, esse é o mistério e a magia que cerca todos os seres humanos. Em cada setênio, geramos sementes que irão desabrochar ou atuar de forma metamorfoseada no setênios seguintes. Talvez a reflexão seja: O que estamos plantando hoje em nossa vida, que será colhido no futuro ? Hoje a psicologia reconhece que as experiências do primeiro setênio, são fundamentais para o que vem a frente. Nesse sentido talvez poderia se dizer que o primeiro setênio seja o mais importante. Como vimos até agora a nossa biografia num contexto geral é um grande processo de desenvolvimento desde que chegamos na terra pelo portal do nascimento até quando a deixamos pelo portal da morte. É um constante transformar de talentos e potencialidades herdadas em habilidades ou competências. Até o último momento da vida podemos estar retocando ou melhorando essa obra prima inalienável que é a nossa própria biografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vya Estelar - Quais dicas práticas você daria para a pessoa assumir o comando da sua carreira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;No geral recomendaria o seguinte: procurar na sua biografia eventos onde você manifestou um talento. Onde você fez alguma coisa, consciente ou não, que te satisfez, que os outros reconheceram como relevante no momento ou depois disso. Esses eventos te dão pistas da sua Missão de vida, dos seus dons ou da sua vocação. Ao ter essa consciência veja se você está aplicando isso na sua vida pessoal e profissional. Reveja os eventos onde você “ pisou na bola”. Os conflitos pessoais que você teve, quer profissionais ou nos relacionamentos íntimos. Eventos onde você não foi você mesmo ! Reflita O que eu devo aprender com esses eventos, com essas crises ? Que qualidades ou habilidades me faltaram ? O que eu posso fazer para desenvolvê-las ? Esse tipo de evento geralmente mostram o seu destino. Veja se esses eventos são recorrentes ao longo da sua vida coisas que você veio aqui para aprender ? Coisas que você precisa transformar para não ficar repetindo-os até ao final da vida, mostrando que você não está aprendendo. Outra coisa: faça um inventário das suas qualidades pessoais que você já possui e das qualidades que o seu ambiente, a sua vida ou o seu futuro vão exigir. Procure interagir com pessoas que têm as habilidades que você não tem e quer desenvolver, só ao interagir e observar de forma consciente você estará integrando na sua essência essas características. Mas para fazer isso é importante ter uma enorme dose de humildade, desprendimento e de não julgamento. Lembre-se também, muitas vezes quem exagera um talento torna-se um chato ! Pergunte-se que talentos eu devo deixar amortecer para deixar os novos nascerem. Três perguntinhas que podem ajudar também: - Você gosta do que faz ? - Você ama alguém ? - Você sente que está fazendo algo que fará diferença no mundo ? Pessoas que praticam essas dicas, geralmente são pessoas que Assumem a direção não só da sua carreira, mas do seu destino que é muito mais amplo do que carreira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vya Estelar – O que é vocação e talento? E como conciliar para que os dois andem juntos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Vocação e talento parecem andar juntos. E deveriam, mas nem sempre é assim. Mais uma dica: responda de você para você mesmo as seguintes questões: Se você fosse financeiramente independente, ainda assim estaria fazendo o que você faz hoje na vida (seja numa empresa ou num negócio particular)? Você abriria mão de uma promoção ou mudança para uma outra área da empresa para ganhar mais? Você sente que está fazendo algo a mais para os seus clientes internos ou externos, além de cumprir sua obrigação? Você sente que seu trabalho tem um significado para você, que vai além do fato de ser uma fonte de renda? Você sente que seu trabalho é uma forma de cumprir o seu destino ou a sua missão de vida? A forma como respondemos a essas questões afeta significativamente o modo como nos envolvemos com nosso trabalho, com a nossa carreira e com a nossa condição existencial, uma vez que o trabalho é um dos principais elementos pelos quais damos significado à nossa vida pessoal. Mais respostas positivas para as questões acima definem o seu trabalho atual como algo que tem significado profundo para você. Mais respostas negativas mostram que o seu trabalho atual é um meio que você usa para atingir outras metas na sua carreira ou na sua vida. As respostas positivas são aquelas que levam você a identificar-se com sua vocação ou para aquilo que você foi “chamado” pois, literalmente, vocação significa chamamento. Agora, pense e responda de você para você mesmo: Você se sente chamado para alguma coisa ao atuar nesse cargo, nessa atividade, nessa empresa ou nesse ramo? Se a resposta for sim, parabéns! Você é uma pessoa de sorte, encontrou sua vocação e provavelmente seu trabalho deve ser fonte de satisfação pessoal e profissional para você. Nesse seu trabalho você disponibiliza o melhor dos seus talentos ou do seu amor no sentido profissional. E já assumiu o comando da sua carreira Se a resposta for não, não se desespere, você não é o primeiro e nem será o único nessa busca de sintonização com a sua missão de vida. Às vezes, essa busca pode levar uma vida inteira e muitos não a terminam. Mas, quem descobre sua vocação em tempo, percebe-se muitas vezes dando verdadeiras viradas na vida pessoal e profissional. O ideal é sempre buscarmos a aplicação dos nossos talentos àquilo em que possamos realizar nossa vocação. Por isso, é importante, de forma consciente, começar a pensar sobre as seguintes questões:&lt;br /&gt;• Quais são os meus verdadeiros talentos?&lt;br /&gt;• Qual é a minha vocação?&lt;br /&gt;• Qual é a minha missão de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se possível, faça isso com apoio profissional ou de alguém que goste de você, com quem você possa compartilhar essas questões de forma aberta, neutra e construtiva. Pois, na vida, cada ser humano é espelho do outro, e cada um de nós traz impregnado no fundo da alma intenções não conscientes que o outro pode nos ajudar a descobrir. Essas intenções, se descobertas, proporcionam no âmbito da vida pessoal e profissional o sentimento de estarmos passando por esse mundo fazendo diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vya Estelar – Assumir o comando da carreira depende única e exclusivamente da pessoa? Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sim depende, por que é um direito inalienável de cada um de nós, diria exagerando. É através da carreira que cumprimos a nossa missão de vida, nosso destino profissional e isso é indelegável. As pessoas estão conscientizando-se cada vez mais que a sua carreira é algo tão sério que não pode mais ser delegado a terceiros, como era feito no passado, quando alguns encarregavam o chefe, a empresa, a área recursos humanos ou algum padrinho dessa definição. Cada dia fica mais evidente que, neste campo, a empresa pode, quando muito, criar condições ou oferecer oportunidades e situações de desenvolvimento e de aprendizado, mas quem deve cuidar do seu destino e da sua carreira é, como disse , cada vez mais a pessoa por si mesma. A biografia e a carreira pessoal são dois aspectos fundamentais em nossa existência e uma não pode ser elaborada separadamente da outra. Da qualidade do nosso trabalho, das oportunidades para aprender, do grau de realização profissional e da satisfação pessoal que o trabalho nos oferece depende em grande parte a qualidade de nossas vidas. Da intensidade e do grau de integração que conseguimos na convivência com nossas famílias, amigos e pessoas amadas depende a nossa harmonia interior. Mas também é verdade que ao longo da nossa biografia, encontramos pessoas que nos facilitam, criam condições para que possamos evoluir em nossa carreira. Feliz de quem tem essa oportunidade consciente ou não. Hoje muitas empresas e muitos profissionais estão se despertando para o papel do “ coaching ou do mentor “ e o tema do desenvolvimento da carreira começa a ser tratado dentro das organizações de forma estruturada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-6944228640532029590?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='' href='http://www.adigo.com.br/br/artigos.asp?mode=show&amp;ID=89' length='0'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.vyaestelar.com.br' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/6944228640532029590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/07/os-ciclos-de-vida-e-nossas-escolhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/6944228640532029590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/6944228640532029590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/07/os-ciclos-de-vida-e-nossas-escolhas.html' title='Os ciclos de vida e nossas escolhas profissionais - Uma visão da antroposofia'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-2482183032725643078</id><published>2009-07-14T15:48:00.000-07:00</published><updated>2009-07-14T15:56:03.747-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre Sustentabilidade e Cultura!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Sl0Loa6NerI/AAAAAAAAAKo/iL2hcQQCo-8/s1600-h/sustentabilidade.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 278px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Sl0Loa6NerI/AAAAAAAAAKo/iL2hcQQCo-8/s320/sustentabilidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358451920686906034" /&gt;&lt;/a&gt;Num cenário caracterizado pela competitividade cada vez mais acirrada, onde existe a ameaça dos recursos físicos e da vida no planeta, onde as relações humanas estão cada vez menos humanas e as relações de trabalho se transformaram, perdendo o sentido e a cumplicidade e onde percebemos que o sistema atual está fadado à falência. O diferencial das organizações está cada vez menos no produto, na qualidade ou na tecnologia por si sós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o cliente busca cada vez menos preço e cada vez mais ativos intangíveis, como relacionamento, ética, coerência... E nesse momento, as relações humanas, os valores e as ações ganham cada vez mais espaço e foco, como um dos caminhos para ser ‘competitivo’ e viabilizar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se torna importante não é mais o que se faz, mas COMO se faz, como uma indústria extrai matérias primas, como produz, como lida com seus colaboradores, clientes e fornecedores, como interage com a sociedade e com o meio ambiente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é o como se faz, que faz de uma organização mais ou menos ‘competitiva’ dentro de um determinado mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura relacionou durante muito tempo vantagem competitiva à lucratividade de uma empresa, porém recentes autores passaram a olhar a ‘competitividade’ sob outros aspectos, pois além da lucratividade ser o resultado de um conjunto de fatores, ela é apenas um dos aspectos que torna uma organização mais ou menos ‘competitiva’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos ‘internos’ da organização passaram a ter relevante importância em algumas abordagens, como a cultura, os talentos, o conhecimento, tecnologia, inovação entre outros. O que torna o conceito mais completo, mas ainda assim, parcial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Me faço então a seguinte pergunta: “A que serve a competitividade?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo então a refletir e concluo que a competitividade pode ter muitos papéis para uma organização, como destacá-la no mercado, aumentar sua lucratividade, atrair mais clientes, investimentos e outros. Mas no fundo, não servirá para nada se não houver mais um mercado onde estar, ou os clientes para quem vender, ou o meio de onde extrai a matéria prima... de nada servirá se não nos possibilitar o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, proponho considerar esse conceito de forma mais abrangente, pensando os fatores mais relevantes para a ‘competitividade’ como: a preferência dos clientes, investidores, colaboradores e fornecedores; e a viabilização do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo esse raciocínio, podemos dizer que ‘competitividade’ é a habilidade de construir o futuro no presente, antecipando o futuro e traçando estratégias e ações para construí-lo de acordo com seus ideais e objetivos, e com a viabilidade, melhoria e crescimento de todo seu entorno. Conquistando resultados e possibilitando a vida do planeta e a sobrevivência das organizações e seu entorno hoje, e no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cito a definição de desenvolvimento sustentável apresentada no relatório "Nosso Futuro Comum", publicado em 1987: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades"&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos então relacionar a Competitividade de uma organização à seu desenvolvimento sustentável, sua visão de longo prazo e sua ação hoje, concluindo então que a ‘competitividade’ está no &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;COMO&lt;/span&gt; e não no O QUE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos no como a organização se realiza no mundo, nos remetemos à sua cultura, que é o que a caracteriza e ao mesmo tempo a distingue das outras. É sua marca registrada de unicidade, o pilar que a sustenta como uma organização e conecta as pessoas, a linguagem, os ideais e os fazeres. Ou seja, quando falamos de desenvolvimento sustentável, não há como não falar de cultura, pois é através dela que a organização se desenvolve, se sustenta e se realiza no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura de uma organização é sua essência e sua identidade. Ela se constrói ao longo do tempo, servindo como chave para distinguir uma organização, e está presente em todas as práticas, fazeres, pensares e sentires dessa, formando um sistema coerente de significações, representações mentais e um complexo definido de saberes e linguagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela emerge dos valores e objetivos em torno dos quais uma organização se constitui, através das redes de conversas (linguagem) e relações, das emoções e comportamentos presentes, que constituem e são constituídos por ela, numa relação sistêmica de co-construção de um sentido comum, na conservação e na transmissão dessa cultura para novos membros. Ela funciona como um cimento que une seus membros em torno de objetivos comuns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao falar da cultura como a base para o desenvolvimento sustentável no curto, médio e longo prazos, e de sua constituição e manutenção pelos indivíduos que a compõe, chegamos no indivíduo como o principal responsável pelo desenvolvimento sustentável, porque a partir dele constrói-se a instância coletiva que transcende a individual em força e caráter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, a consciência individual impacta na constituição da cultura, que impacta na sustentabilidade das organizações e do planeta, pois é a partir dessa cultura, dessa consciência que se formação as estratégias e ações de nossas organizações e as futuras gerações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pensamos em consciência, se a ampliamos, cada indivíduo consegue ver mais claramente as consequências de suas ações e através da reflexão ganha a possibilidade de escolhas mais coerentes e responsáveis, em função do que quer conservar. Quando isso acontece, transforma o entorno desses indivíduos, sua cultura, as pessoas ao redor, as organizações, a sociedade e o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As grandes transformações começam na transformação de um indivíduo, que passa a conservar diferentes emoções, decisões e ações e com isso transforma seu entorno, que transforma o seu entorno, gerando ondas de transformações que se consolidam em mudanças culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O início disso está no direcionamento do olhar para dentro, olhar para dentro de cada um de nós e refletir sobre como fazemos o que fazemos, decidindo o que realmente queremos conservar em nossas vidas, o que realmente vale a pena, como queremos que seja nosso mundo, nosso futuro... o que é o viver sustentável para cada um de nós. A partir desse olhar, tomamos as decisões que consolidarão nossos caminhos e os resultados que teremos dali por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos acostumados a olhar para fora e comparar nossa performance e resultados à outros e assim criamos os parâmetros competitivos, criamos nossas referências a partir do que está fora. Mas não existe nada fora de nós, ou seja, tomamos decisões a partir do que achamos que está fora e muitas vezes esquecemos de olhar o que está dentro, que é nos constitui em essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar e fortalecer o que está dentro, refletindo e fazendo escolhas em nosso micro-ambiente, faz com que possamos distinguir com mais clareza o macro-ambiente e tomar ações em prol desse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sustentabilidade começa no indivíduo, em como cuidamos de nós mesmos, das nossas relações, do nosso corpo e do nosso micro-ambiente, que se estende através de nossas redes de relações, nossa cultura para o macro-ambiente. E assim acontece com as organizações também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando então as bases da sustentatibilidade, a cultura, refletindo sobre a origem dessa palavra, do latim - verbo colere, que significa o cultivo e o cuidado com as plantas, os animais e tudo o que relacionava com a terra - agricultura. Era também usada para referir-se ao cuidado com as crianças e sua educação - puericultura. E estendida para o cuidado com os Deuses - culto. (CHAUI, 1994)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, podemos dizer que uma organização que queira ser ‘competitiva’ e sustentável começa olhando para dentro, refletindo sobre o seu fazer, sua estrutura, relações e sobre suas escolhas, agindo para cultivar seus valores, seus colaboradores, o meio em que está inserida, a comunidade que a sustenta... Construindo uma cultura sustentável para ela e para seu entorno. Isso é ser ‘competitiva’ e sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxergar sistemicamente e interagir consigo mesma e com o que está a sua volta, refletindo e provocando reflexões e fazendo escolhas sempre, dentro das coerências dos seus propósitos, estratégias e do que quer conservar como organização, consciente do que a sustenta e agindo hoje para garantir o hoje e o amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura, é a consolidação de nossas emoções, valores e ações e tem a grande força de impulsionar os membros de uma organização para um propósito comum, além de ser fonte de diferenciação competitiva, quando forte, coerente e coesa. Sua força vem do alinhamento à estratégia e da coerência com suas práticas e discursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ela pode ser uma força oculta que não controlamos, ou um trunfo consciente que podemos explorar para fortalecer cada vez mais a organização e seu entorno, tornando-se um dos grandes pilares para sua sustentabilidade. Isso só depende de como lidamos com ela e do que estamos conservando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paremos para refletir sobre as coerências do que queremos, falamos e fazemos, como pessoas e como organização, façamos escolhas para manter nossa cultura coerente com o que queremos, pois sua força é capaz de transformar o mundo, “domemos” essa força à nosso favor, em favor do futuro que desejamos para o mundo e para os nossos descendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Sl0MQn0SmmI/AAAAAAAAAKw/S-se6Ng2vKs/s1600-h/Picture+1.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 334px; height: 61px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Sl0MQn0SmmI/AAAAAAAAAKw/S-se6Ng2vKs/s400/Picture+1.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358452611346504290" /&gt;&lt;/a&gt;Fica então a reflexão sobre como queremos nosso viver como indivíduos e organizações hoje e que futuro queremos construir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-2482183032725643078?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/2482183032725643078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/07/reflexoes-sobre-sustentabilidade-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/2482183032725643078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/2482183032725643078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/07/reflexoes-sobre-sustentabilidade-e.html' title='Reflexões sobre Sustentabilidade e Cultura!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Sl0Loa6NerI/AAAAAAAAAKo/iL2hcQQCo-8/s72-c/sustentabilidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-3087269354905182676</id><published>2009-06-23T15:34:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T15:38:03.997-07:00</updated><title type='text'>O que vemos?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SkFZRVyisvI/AAAAAAAAAKg/qxR17om3ma4/s1600-h/espelho.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 274px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SkFZRVyisvI/AAAAAAAAAKg/qxR17om3ma4/s320/espelho.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350655986734641906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;“No zoológico do Bronx, em Nova York, há um grande pavilhão especialmente dedicado aos primatas. Lá é possível ver os chimpanzés, gorilas, gibões e muitos macacos do novo e do velho mundo. Chama a atenção, porém, que no fundo existe uma jaula separada, com fortes grades. Quando nos aproximamos, vemos uma inscrição que diz: “O primata mais perigoso do planeta”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao olhar por entre as grades, vemos com surpresa a nossa própria imagem: o letreiro esclarece que o homem já matou mais espécies que qualquer outra espécie conhecida. De observadores, passamos a observados (por nós mesmos). O que vemos?” **&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver nossa própria imagem refletida no espelho, passamos a olhar para nós mesmos com olhos de observadores que somos, é nesse momento que nasce o processo reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão é um processo de conhecer como conhecemos, é o ato que possibilita responsabizar-nos por nossas ações, é a liberdade do olhar, do pensar e do agir... um instrumento humano que nos possibilita mudar o rumo de nossas vidas e de nossas ações a cada instante que vivemos, a partir do que enxergamos e escolhemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão acontece quando damos um passo ao lado para olhar e perguntar-nos sobre como estamos vivendo o que estamos vivendo. Ela nos possibilita entrar em contato conosco mesmo, com nossos desejos e cegueiras, com nossas ações e suas consequências, nos colocando na trilha das coerência de nosso viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nossa cultura ocidental, centrada mais na ação do que na reflexão, nossa vida pessoal e nossas escolhas são, geralmente, cegas para nós mesmos. Vivemos sem viver, sem perceber que a cada momento fazemos escolhas que implicam em tudo que acontecerá a partir desse momento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa inconsciência implícita nas ações e a falta de conhecermos as consequências de nossos atos e nos responsabilizarmos por esses, nos trouxe e ainda nos traz muitas consequências tanto para nossas vidas pessoais, quanto para o mundo em que vivemos. Para onde olharmos podemos constatá-las, mas também podemos mudá-las a qualquer momento, a partir das escolhas que fazemos ao refletir sobre nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma inseparabilidade entre o que pensamos, fazemos e nossas experiências no mundo, pois não existe nada fora de nós. O mundo que vemos, percebemos e através do qual interagimos é um representação, única e particular nossa desse mundo que achamos estar fora. Assim, nos damos conta de que não existem verdades, nem certo ou errado, simplesmente maneiras distintas de perceber o mundo e assim, agir nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, refletir sobre como percebemos e como fazemos o que fazemos, se torna fundamental para sair da ‘maia’ que vivemos e poder fazer escolhas responsáveis, conscientes de suas consequências e de que somos os únicos responsáveis por manter ou mudar a nós mesmos. E quando fazemos isso, a partir de nós mudamos o mundo que vivemos, gerando muitas outras ondas de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Reflexão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;(**Texto retirado do livro: "A Árvore do Conhecimento" - Humberto Maturana e Francisco Varela)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-3087269354905182676?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/3087269354905182676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/o-que-vemos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3087269354905182676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/3087269354905182676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/o-que-vemos.html' title='O que vemos?'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SkFZRVyisvI/AAAAAAAAAKg/qxR17om3ma4/s72-c/espelho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-1859107477232407085</id><published>2009-06-17T17:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-17T18:27:05.316-07:00</updated><title type='text'>A Pergunta e a Resposta!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SjmXl5zgoAI/AAAAAAAAAKQ/u3DLud8kcaQ/s1600-h/namaste1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SjmXl5zgoAI/AAAAAAAAAKQ/u3DLud8kcaQ/s320/namaste1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348472709906997250" /&gt;&lt;/a&gt;Segue um trecho de um diálogo entre um garoto e um extra-terrestre, rescém-chegado ao Planeta Terra, retirado do livro "Ei! Tem alguém aí?", de Jostein Gaarder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Assim que Mika acabou de testar a gravidade, ficou de quatro no chão e examinou a grama. Primeiro cheirou, depois arrancou uns tufos verdes e pôs na boca. Sem dúvida o gosto não lhe agradou, pois logo cuspiu a grama fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Isso não serve para comer”, falei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cuspiu de novo, várias vezes. Fiquei com um pouco de pena. Se ele estava viajando fazia meses e meses, vindo lá de outro planeta, devia estar com muita fome! Pensando nisso, corri até a árvore e apanhei uma bela maçã do chão. Achei melhor tentar recebê-lo bem, em nome do meu planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Pode comer uma maçã”, falei, oferecendo-lhe a fruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi como se ele estivesse vendo uma maçã pela primeira vez. Primeiro só cheirou, depois arriscou uma dentadinha. Daí exclamou: “Nham-nham!”, e deu uma grande mordida.&lt;br /&gt;Perguntei: “Você gosta?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se inclinou bem para a frente, fazendo uma reverência. Eu queria saber que gosto tem a primeira maçã que alguém come na vida. Perguntei de novo:“Que gosto tem?” E ele fez outra reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então perguntei: “Por que você está se inclinando?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mika se inclinou mais uma vez. Fiquei tão perplexo que só consegui perguntar de novo:&lt;br /&gt;“Mas por que você está se inclinando desse jeito?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora foi a vez de Mika ficar confuso. Acho que ele não sabia se era melhor se inclinar mais uma vez, ou só responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lá de onde eu venho”, explicou ele, “nós sempre fazemos uma reverência quando alguém faz uma pergunta fascinante. E quanto mais profunda for a pergunta, mais profundamente a gente se inclina.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nesse caso”, perguntei, “o que vocês fazem quando querem se cumprimentar?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tentamos pensar numa pergunta inteligente.” disse ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por quê?” perguntei confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ele fez uma reverência rápida, já que eu tinha feito mais uma pergunta; daí falou: “Tentamos pensar numa pergunta inteligente, para fazer a outra pessoa se inclinar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa resposta me impressionou tanto que fiz uma profunda reverência, me inclinando ao máximo. Quando levantei os olhos, vi que ele estava chupando o dedo. Houve uma longa pausa até ele tirar o polegar da boca. “Por que você me fez uma reverência?”, perguntou ele num tom quase ofendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque você deu uma resposta superinteligente para a minha pergunta”, respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, numa voz bem alta e clara, ele disse algo que eu haveria de lembrar para o resto da vida: “Uma resposta nunca merece uma reverência. Mesmo que for inteligente e correta, nem assim você deve se curvar para ela.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz que sim rapidamente. Mas me arrependi no mesmo momento, pois Mika poderia pensar que eu estava me inclinando para a resposta que ele acabava de dar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando você se inclina, você dá passagem”, continuou Mika. “E a gente nunca deve dar passagem para uma resposta.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que não?” perguntei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A resposta é sempre um trecho do caminho que está atrás de você. Só a pergunta pode apontar o caminho para a frente.” Achei que havia tanta sabedoria nas suas palavras que precisei segurar bem firme meu queixo para não fazer outra reverência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sábio trecho ilustra o quanto nossa cultura valoriza um suposto saber fora de nós. O quanto valorizamos ter respostas que cumpram as expectativas que temos ou que confirmem os modelos mentais que queremos manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço a reflexão sobre o quanto estamos apegados as nossas certezas e a posição do que sabe, do inteligente, do estratégico, do bem-sucedido... e o quanto tudo isso nos torna mais frágeis e menos sábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando encontramos as respostas paramos de nos perguntar, e na maioria das vezes de refletir também. Quem responde, responde desde seus paradigmas, experiências e conhecimentos, que não necessariamente correspondem aos nossos, e muitas vezes nos impede de construir novos modelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje não há mais espaço para os velhos paradigmas, precisamos rapidamente construir novas maneiras de nos organizar para que seja possível a vida no planeta. A pergunta e a reflexão nos levam a outro espaço, vão retirando os véus que encobrem nossa visão e nos possibilitam múltiplas maneiras de perceber e realizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ficam as reflexões: A que reverenciamos?&lt;br /&gt;A que servem as respostas que buscamos? &lt;br /&gt;Que perguntas ou reflexões são significativas para o viver que queremos viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-1859107477232407085?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/1859107477232407085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/pergunta-e-resposta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1859107477232407085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1859107477232407085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/pergunta-e-resposta.html' title='A Pergunta e a Resposta!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SjmXl5zgoAI/AAAAAAAAAKQ/u3DLud8kcaQ/s72-c/namaste1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-2246566268273318865</id><published>2009-06-09T14:08:00.000-07:00</published><updated>2009-06-09T14:30:29.833-07:00</updated><title type='text'>A Árvore do Conhecimento!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Si7TY32VynI/AAAAAAAAAJw/_LiPRVxPQNY/s1600-h/2-colorful-tree.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Si7TY32VynI/AAAAAAAAAJw/_LiPRVxPQNY/s320/2-colorful-tree.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345442231997549170" /&gt;&lt;/a&gt;"Quando os humanos ainda viviam no Paraíso, havia no meio do Jardim uma árvore mística cuja vida era misteriosamente ligada aos seus feitos e gestos. Cada nascimento de um pequenino homem acrescentava uma radícula à árvore e cada morte fazia desaparecer uma fibrila de suas raízes. Quando uma arte era inventada e se difundia entre as tribos, crescia um galho novo e a insígnia dessa arte refletia sobre as folhas do jovem galho. Quando um clã nômade se estabelecia em uma terra desconhecida, os costumes que derivavam do clima e os recursos do lugar faziam abrir na árvore novas flores, e esses buquês tinham o perfume do novo lugar. Todas as vezes que uma criança aprendia algo novo ou adquiria uma nova habilidade, a árvore adquiria novo vigor e as folhas, que traziam o emblema de tais conhecimentos e habilidades, tornavam-se mais brilhantes, mais verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando um saber se perdia, quando uma história ou uma habilidade caía no esquecimento, se algum velho morria sem ter transmitido sua experiência, então a árvore diminuía, as folhas caíam, os frutos secavam antes de terem atingido sua madureza e ninguém podia experimentá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A árvore crescia com a humanidade. Estação após estação, trazia sinais mais numerosos e variados: indícios de talhadores de ossos e de sílex, símbolos de artesanatos e curtimento de peles, marchados emblemáticos dos caçadores, dardos dos guerreiros. &lt;br /&gt;Os xamãs curandeiros, os que sabiam dos hábitos das bestas, os que falavam com os Deuses, os intérpretes entre os clãs, os bardos e os gravadores de figuras nas pedras, todos fazendo nascer na árvore novos sinais desde que encontrassem outras maneiras de fazer, de dizer ou de contar. E as mães, cada vez que falavam com os recém-nascidos, faziam subir na árvore uma seiva de primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, todos os humanos vivos formavam as raízes da árvore mística e todos dela eram jardineiros. O húmus no qual crescia não pesava um peso de argila ou de poeira, pois era o solo impalpável da transmissão, de geração em geração, de um clã a outro, de boca a ouvido, pela observação e a imitação. A água benfazeja não caia das nuvens, mas da fonte das invenções, dos numerosos  regatos das adaptações e dos empréstimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim que a árvore mística, crescendo no mais das vezes e relaxando algumas, amarelecendo e verdejando, agitando seus milhares de sinais e de emblemas, oscilando e farfalhando ao vento da pré-história, acompanhou a aventura dos primeiros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chegou uma estação (nesta época, as geleiras estavam bem ao norte) em que a brisa da noite trazia mensagens inéditas, incompreensíveis. Algo havia imperceptivelmente mudado no ar do Jardim. Uma fenda crescia entre o espaço e o tempo. Os Deuses mudaram de feição. Não era mais o Paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros homens já moravam em cidades fortificadas. Muitos trabalhavam com dificuldades nas terras usurpadas pelos conquistadores ou pelos senhores. Uma casta estabeleceu-se acima dos outros homens. Com uma grande quantidade de escravos, ela dirigia as escavações de longos canais de irrigação, a ereção de diques contra a cólera e o transborde dos rios. Os administradores faziam subir muralhas, templos, pirâmides e torres para parar o tempo, eternizar a glória dos reis e contemplar mais de perto as estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sombra dos palácios, os escribas gravavam em suas estantes o crescimento das tropas, o registro dos escravos e a contagem dos, grãos nos silos. Possuídos pelo jogo de um incessante cálculo, os escribas quiseram também contar o saber: desenharam, então, uma árvore do conhecimento do seu campo e se embriagaram, com este novo poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim perdeu-se a memória de que cada humano em pé sob o sol formava uma raiz da árvore mística e que o conhecimento era humilde, vasto, diverso e mutante como a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram declarados ignorantes os que não haviam aprendido os poemas antigos, as línguas moribundas, e os sinais que se ensinavam nas casas dos escribas. Uma nova casta proclamava-se a única sábia, regozijava-se de sua sabedoria e queria que sua ciência se colocasse acima das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os homens desse tempo guardavam confusamente a lembrança do Paraíso. E tempos depois puderam voltar a desenhar, com sua própria existência, a grande árvore coletiva, vidas e conhecimentos misturados. Espelhos longínquos davam a ver, em todos os lugares, os crescimentos e as metamorfoses da árvore com seus milhares de sinais coloridos, para não mais esquecer que a vida não está separada do saber.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre Levy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse lindo conto, escrito pelo filósofo e sociólogo francês Pierre Lévy, nos faz refletir sobre a riqueza e a beleza do nosso processo de aprendizagem, processo que acontece desde que nascemos até o fim de nossas vidas, em todos os espaços que vivemos e convivemos. E que alimenta, enriquece e fortalece a árvore da vida, que sustenta a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também ilustra como em um determinado momento, nos ‘desconectamos’ da essência do conhecer, da nossa própria essência humana, e passamos a viver uma cultura que valoriza determinados saberes e nega outros, onde os seres humanos passam a viver inseguros e com medo de “não saber” e de compartilhar seus saberes, como se só os saberes “acadêmicos” fossem legítimos, e como se a fonte do saber fosse esgotar se a compartilhamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um determinado momento nos ‘desligamos’ da fonte abundante do saber humano, que nos conecta a todo o planeta. Essa fonte cresce e se fortalece a medida que trocamos e adquirimos saberes, e em contrapartida, nos inunda de outros conhecimentos, que nos permitem construir novos saberes e assim ela alimenta e é alimentada nesse processo, assim como nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Si7UQOd_2_I/AAAAAAAAAJ4/CbqoBXvhXYs/s1600-h/arvoreboa.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 275px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Si7UQOd_2_I/AAAAAAAAAJ4/CbqoBXvhXYs/s320/arvoreboa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345443182962269170" /&gt;&lt;/a&gt;A árvore é uma excelente metáfora para esse processo, pois é um ser vivo, que se renova constantemente, trocando suas folhas, crescendo ou secando galhos, raízes, flores e frutos, assim como nosso processo de aprendizagem. Ela está fincada no solo, de onde se alimenta e se consolida, crescendo no sentido do “céu”, transformando esse alimento em folhas, frutos e flores, como o processo do conhecer que transforma as informações, conhecimentos e experiências em sabedoria e habilidades. Saímos do solo, acessando ou nos alimentando da matéria bruta, e vamos construindo e consolidando essa matéria ao longo da vida, transformando-na em iluminação, ou seja, sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada dia, a cada aprendizagem que construímos, a cada nova experiência, a cada troca, nós alimentamos e embelezamos essa árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso conhecimento é constituído por todos esses elementos brutos que vamos coletando e sintetizando durante a vida, que é fertilizado pela linguagem (conversas), nas trocas e na convivência com outras pessoas que trazem outras matérias brutas, ou as vezes as mesmas, porém sintetizadas de outra maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa riqueza de saberes, constituída pela multiplicidade de conhecimentos e pela diversidade humana, compõe a beleza do processo do conhecer. Todo ser humano tem milhares de saberes e conhecimentos, que vão desde os mais simples, como arrumar a casa, ou fazer comida, até os mais complexos, como desenhar uma estratégia, construir um máquina. Nossos saberes são a síntese de nossas experiências, percepções, conhecimentos, interações, ou seja, são o resultado de nossa história individual, mesclado com os saberes de nossa comunidade, família, de nossa cultura e da própria humanidade, ou seja, unido com o resultado de nossa história coletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os saberes são legítimos e importantes, pois cada um deles compõe uma rede maior de outros saberes mantendo-a e sendo mantido por essa. O conhecimento que temos hoje, é influenciado e influencia a nossa percepção de mundo, e portanto se transforma a medida que nos transformamos, e nos transforma, a medida que o ampliamos nas trocas na convivência legítima com outras pessoas, outros “mundos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada conhecimento que construímos e compartilhamos, é como se jogássemos uma semente nessa rede, que alimentará outros conhecimentos, e assim vamos construindo e enriquecendo nossa árvore de conhecimento, para que cada vez mais possamos usufruir de mais saberes para construir novos e conhecimentos e tecnologias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas variáveis se articulam e se interconectam ao mesmo tempo, possibilitando um número infinito de combinações em comunicações, representações e relacionamentos.  Como uma rede cibernética, que funciona num verdadeiro “multílogo” e sem um centro determinado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma verdadeira ecologia, uma ecologia cognitiva, como a denomina Pierre Lévy. Esses “fios” e essas relações constituem aquilo que chamamos de inteligência coletiva. E a medida que compartilhamos nossos saberes, recebemos outros olhares que enriquecem e transformam ao nosso saber, a nós mesmos e os espaços, organizações que habitamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A base fundamental da inteligência coletiva se constitui no reconhecimento e no enriquecimento mútuos do “coletivo singular” que são as pessoas, considerando a multiplicidade de sua história, seus conhecimentos e capacidades e a multiplicidade dos contextos em que está inserida. Ela se constitui em uma rede construtiva e cooperativa, onde cada um agrega seus saberes, interage com outros saberes e dela emergem novos conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que uma empresa é uma multiplicidade de multiplicidades, um coletivo de coletivos, igualmente se auto-organizando e operando no seio da inteligência coletiva. Como então potencializá-la nesse aspecto, aproveitando todos esses conhecimentos e saberes de modo a transformá-la em uma produtora de novos saberes, tecnologias e conhecimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas possibilidades são: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construindo uma cultura do compartilhar, onde todos os mundos, conhecimentos e saberes são válidos dentro das coerências de seus domínios, onde não se nega, nem se rechaça conhecimentos, saberes, percepções e experiências, e sim, sabe-se aproveitá-los no momento certo e para as situações mais adequadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promovendo mecanismos para registrá-los e ferramentas que facilitem o intercâmbio de saberes dentro da própria organização, entre os profissionais que ali co-habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propondo continuamente novas perguntas e novos desafios para grupos múltiplos, incentivando a reflexão coletiva sobre esses saberes individuais e coletivos e co-construindo novos conhecimentos, saberes e habilidades e fertilizando esses com outros saberes e conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são algumas ações que podem facilitar esse aproveitamento da inteligência coletiva, mas cada situação é uma. O que é comum a todas, é que todos somos seres humanos e buscamos espaços de confiança e respeito para compartilhar nossos saberes, e somente nesses espaços conseguimos verdadeiramente aprender e contribuir. Então independente da ação que for tomada, essa compreensão é a base de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As organizações precisam rever e adequar suas estratégias e tecnologias para poderem potencializar toda esta riqueza que apenas começa a ser visível nessa nova era, a era da inteligência coletiva, uma inteligência infinitamente maior do que a individual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compartilhemos nossos conhecimentos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-2246566268273318865?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/2246566268273318865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/arvore-do-conhecimento.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/2246566268273318865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/2246566268273318865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/arvore-do-conhecimento.html' title='A Árvore do Conhecimento!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/Si7TY32VynI/AAAAAAAAAJw/_LiPRVxPQNY/s72-c/2-colorful-tree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-1460768939237216098</id><published>2009-06-02T19:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T20:16:02.456-07:00</updated><title type='text'>Uma Cultura de Paz!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SiXqnomWO1I/AAAAAAAAAJQ/OoYBwGvozsY/s1600-h/grupo+de+babuinos.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 116px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SiXqnomWO1I/AAAAAAAAAJQ/OoYBwGvozsY/s200/grupo+de+babuinos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342934499579018066" /&gt;&lt;/a&gt;Um estudo realizado pelo etólogo Robert Sapolsky, em uma comunidade de babuínos Savana que acompanhava, na reserva masai Mara, Quênia, revelou que uma cultura de paz, é possível mesmo entre espécies violentas de Babuínos. A pergunta que fica é: Como podemos então construir uma cultura de paz entre humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu artigo “A Natural History of Peace” (uma história natural de paz), Sapolsky relata um episódio que aconteceu no início dos anos 80, em um grupo particularmente agressivo de babuínos, que já acompanhava por quase 30 anos - os ‘Forest Troop’. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse grupo, era vizinho de um outro grupo de babuínos que vivia próximo a um alojamento turístico com um lixo farto de restos alimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SiXqtwlUgXI/AAAAAAAAAJY/XxNqV9hsjV8/s1600-h/Luta+de+babuinos.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 132px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SiXqtwlUgXI/AAAAAAAAAJY/XxNqV9hsjV8/s200/Luta+de+babuinos.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342934604801409394" /&gt;&lt;/a&gt;Esse grupo, próximo ao alojamento, se organizou em torno do lixo e passou a se alimentar dele. Descobrindo isso, um grupo de machos-alpha dos ‘Forest Troop’, a metade dos machos desse grupo, particularmente agressivos e anti-sociais, passou a invadir o lixo toda manhã, lutando com os outros babuínos pela comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que um dia, a comida estava infectada por tuberculose e dizimou todos os babuínos que se alimentaram dessa. Comos os machos do ‘Forest Troop’ não compartilhavam a comida com o resto do grupo, não os contaminou, deixando o  grupo sob o comando de machos menos dominantes e fêmeas, que passaram a ser o dobro do número de machos, dando características cultural e comportamental completamente diferentes para esse grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda existia hierarquia, porém a agressão era rara, houve um aumento significativo no comportamento afiliativo e as carícias entre babuínos, machos e fêmeas e até entre machos passaram a ser frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais surpreendente ainda estava por vir. Mesmo após a morte dos machos que sobreviveram à epidemia e a migração de machos de outros grupos, com padrões de alta agressividade e baixa afiliação, a cultura dos ‘Forest Troop’, de baixa agressividade e alta afiliação, se manteve e os novos integrantes se adaptaram a ela. Até hoje eles se mantém assim, mais de 20 anos depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A explicação do pesquisador é que a cultura não foi transmitida ativamente, ela naturalmente emergiu através das ações dos membros residentes. As fêmeas mais relaxadas e bem tratadas, são mais carinhosas e atenciosas, e os novos forasteiros, encontrando um novo universo, também ficam mais relaxados e incorporam-se a cultura, mais prazeirosa do que a que participavam antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudos mostram que algumas espécies de primatas tem suas vidas repletas de violência, já outras vivem comunitariamente em cooperação, e inclusive alguns padrões genéticos emergem dessas diferenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, em grupos como os gibbons ou marmosets, primatas que vivem em lugares onde o alimento é farto, pleno e a vida é ‘fácil’, os machos não possuem algumas características secundárias típicas dos machos de espécies mais violentas, como caninos afiados, tamanho maior que o das fêmeas, além da ajudarem substancialmente na criação dos filhos. Já em espécies mais violentas, como baboons e rhesus, o oposto acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após décadas de trabalho, concluiu-se que algumas espécies de primatas são violentas ou pacíficas, de acordo com sua estrutura social e com o cenário ecológico em que estão inseridos. E mais importante ainda, é que algumas espécies podem ser pacíficas apesar dos traços violentos que têm em sua natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista da biologia, alguns estudos mostram que a estrutura cerebral chamada amídalas cerebelosas, parte do sistema límbico, situada no pólo temporal do hemisfério cerebral de grande parte dos vertebrados, incluindo o homem, é um importante centro regulador do comportamento sexual, do medo e da agressividade. E experimentos mostram que ao apresentar rostos de pessoas de diferentes raças, mesmo que sublinarmente, essa região é ativada, ficando alerta e pronta para ação. &lt;br /&gt;Porém, estudos mais recentes, mostram que pessoas que têm experiências com pessoas de outras raças, não apresentam essa reação. E ainda um estudo mais mais recente de Susan Fiske, mostrou que quando avisadas antecipadamente para pensar nas pessoas como indivíduos, ao invés de membros de grupos, ao fazer esse estudo, as amídalas cerebelosas também não são ativadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo uma reflexão mais profunda sobre a mudança cultural no grupo dos babuínos, podemos observar que quando o comportamento agressivo, que gerava violência e medo no grupo foi extinguido, com a morte súbita dos babuínos alpha mais agressivos, a comunidade ganhou uma característica muito mais amorosa e respeitosa entre os membros, que não mais precisavam se proteger. E assim emergiu naturalmente um grupo cooperativo e pacífico, que mesmo ao receber animais de outros grupos, com características agressivas, foi capaz de transformá-los dentro da sua cultura, a partir de suas atitudes como grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo foi tão natural que parece que essa cultura estava lá todo o tempo sendo abafada pela violência e agressividade dos machos-alpha. Será mesmo a essência dos primatas agressiva ou se tornam assim em função do contexto em que vivem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de nós, seres humanos, primatas como os babuínos... o que podemos dizer sobre nossa essência. Seria ela agressiva ou amorosa? Sob que condições nos tornamos violentos uns com os outros, a ponto de cometer crimes e outras violências contra a nossa própria espécie e contra o meio em que vivemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que cultura e que ambiente mantemos hoje que geram estimulam uma percepção de medo e ameaça na humanidade, e estimulam nossas amídalas cerebelosas desencadeando um processo de defesa e agressividade na proporção que conhecemos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece existir um desequilíbrio na humanidade que faz de alguns de nós tão ou mais cruéis que os babuínos alpha. Fazendo uma curta analogia e deixando essas reflexões em aberto... se os babuínos podem viver uma cultura diferente, que surge a partir do amor e da confiança, por que nós, humanos, ainda não conseguimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo então a pergunta com que comecei o texto: Como podemos então construir uma cultura de paz e cooperação entre os humanos? E qual o papel de cada um de nós e de nossas organizações nesse processo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso queira ler o artigo “A Natural History of Peace” na íntegra, acesse o link: http://www.truthout.org/article/robert-m-sapolsky-a-natural-history-peace&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-1460768939237216098?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/1460768939237216098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/uma-cultura-de-paz.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1460768939237216098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1460768939237216098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/06/uma-cultura-de-paz.html' title='Uma Cultura de Paz!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/SiXqnomWO1I/AAAAAAAAAJQ/OoYBwGvozsY/s72-c/grupo+de+babuinos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5239037341015437396.post-1676098154710951910</id><published>2009-05-21T14:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T10:29:50.552-07:00</updated><title type='text'>Por uma Nova Competitividade!</title><content type='html'>Há muitos pensadores, autoridades e pessoas refletindo sobre o tema da competitividade, em como viabilizar a continuidade da vida e do desenvolvimento no planeta. Há muitos desafios, como a miséria, a fome, as doenças e a educação, por exemplo, mas essa é uma responsabilidade compartilhada entre todos nós, indivíduos, países e organizações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha contribuição com esse texto é pensar uma nova competitividade que viabilize esse cenário, refletindo sobre nossa perceção, nossas ações e as consequências dessas na sociedade, no ambiente, nas organizações e em nossas próprias vidas. Possibilitando assim, às pessoas e organizações, a refletirem e re-significarem o sentido da competitividade em suas vidas e organizações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbEcTH2cfI/AAAAAAAAAHQ/kxjh2UVBPVA/s1600-h/Picture+9.png"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 93px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbEcTH2cfI/AAAAAAAAAHQ/kxjh2UVBPVA/s320/Picture+9.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338670398742884850" /&gt;&lt;/a&gt;Fazendo um estudo sobre o conceito de competitividade hoje e suas origens, percebemos que ao longo dos anos distorcemos o que seria buscar/lutar juntos (competir em sua origem latina competere), para lutar contra. Transitamos da construção de redes para o combate. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas são as manifestações sociais atuais que influenciam o conceito de competição e são ao mesmo tempo influenciadas por esse. Essas manifestações estão presentes em nossa cultura, desde a nossa educação, até a maneira como nos relacionamos com as pessoas e com o meio ao nosso redor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbAjCqka-I/AAAAAAAAAGQ/aKuZAjfWMU4/s1600-h/fobia1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 82px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbAjCqka-I/AAAAAAAAAGQ/aKuZAjfWMU4/s200/fobia1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338666116537674722" /&gt;&lt;/a&gt;Priorizamos, exploramos e defendemos o NOSSO espaço individual, familiar, organizacional, religioso, geográfico, muitas vezes entendendo o mundo, o mercado, a sociedade, como um espaço escasso e ameaçador, e enxergando o outro como oponente, inimigo, competidor, ameaça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, deixamos de ver o outro e entramos em um processo de cegueira que exclui, desrespeita e nega as pessoas, as culturas, as religiões e as crenças, acarretando guerras, marginalidade, violência e opressão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a competição é entendida como um processo natural entre organismos vivos que coexistem no mesmo ambiente; e normalmente definida como um combate, uma luta entre indivíduos, grupos, nações e/ou animais por um objetivo que não pode ser compartilhado (território, nicho, recursos etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbAUpMwSKI/AAAAAAAAAGI/Btq7Q9IKORQ/s1600-h/luta-leao-contra-tigre.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 95px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbAUpMwSKI/AAAAAAAAAGI/Btq7Q9IKORQ/s200/luta-leao-contra-tigre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338665869183568034" /&gt;&lt;/a&gt;Assim, competitividade, que significa a habilidade de buscar juntos, foi ganhando uma conotação comparativa, colocando o outro/o externo como parâmetro, ou seja, ser competitivo signfica a habilidade de ser/fazer melhor que o outro. Além disso, esse conceito tem como base uma crença na escassez e na ameaça da perda de espaço ou da vida, caso uma empresa e/ou um indivíduo não seja melhor que seus “competidores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em tudo isso e sabendo que no processo competitivo poucos são de fato os ‘vencedores’, por que será que continuamos competindo e buscando fora de nós os critérios do que é ser o MELHOR, ou o mais competitivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço uma hipótese do que pode ter originado essa distorção ou resignificação. Essa hipótese é que nossa percepção foi diretamente influenciada pelas novas teorias que suportaram a revolução industrial, em meados do século XVIII, e da noção de escassez, a que nos remete a teoria da seleção natural, concebida por Darwin, em meados do século XIX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A competitividade ou livre concorrência é um dos princípios da economia liberal e teve como principais defensores Adam Smith e David Ricardo. Eles  defendiam a idéia de que a livre concorrência, a competição entre as pessoas, contribuiria automaticamente para o progresso geral da sociedade. Assim, propunham o incentivo à busca do ganho individual e dos interesses pessoais, para que as pessoas trabalhassem de maneira mais eficaz pelo interesse da sociedade, mesmo que não tivessem de fato esta intenção. A conseqüência era a elevação da renda anual da sociedade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a teoria da seleção natural, concebida por Charles Darwin, já na Era Industrial, teve grande influência desses pensadores e dos modelos dessa época. A proposta explicativa dessa é a evolução das espécies como um processo de adaptação e sobrevivência de uma espécie em seu meio, em função dessa ser MAIS adaptada e possuir MAIS êxito em reproduzir-se, que outros organismos da mesma espécie, perpetuando assim seus genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos perceber, a relação entra essas teorias e nossa percepção de competitividade é indiscutível. E podemos observar essa influência nos modelos mentais atuais, quando por exemplo, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;comparamos nossos filhos às outras crianças, fazemos seleção por competências, quando uma empresa aniquila a outra para ganhar mercado, quando copiamos os produtos do concorrente para não ficar pra trás, quando dizemos: ‘o importante é competir’, ‘competir é saudável e nos incentiva a melhorar’, ‘os melhores são os que vencem na vida’, somos ensinados que ‘vivemos em um mundo escasso, e que só os melhores e os mais fortes têm lugar e sobrevivem’...&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; os exemplos são inúmeros e imagino que cada um de nós lembre de muitos deles tanto na educação, nas relações sociais e familiares, quanto nas organizações que trabalhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A competitividade no mundo corporativo é hoje definida como a característica ou capacidade de uma organização na obtenção de uma rentabilidade igual ou superior aos competidores no mercado. Quando falamos no nível de um país, competitividade é definida como a capacidade de um país de sustentar o crescimento econômico futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral na literatura sobre o tema, competitividade implica sempre em uma comparação com outros players, e mais que um comparação, implica em ser superior/melhor que os outros players do mercado em determinados aspectos, valorizados pelo mercado em que a empresa está inserida, em um determinado momento. O que tem sido mais valorizado nesses aspectos competitivos é a obtenção de retornos financeiros de longo prazo, superiores ao mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se concluir da literatura também que uma empresa é tanto mais competitiva, quanto mais valiosa e sustentável for a sua vantagem ou diferencial competitivo frente à compradores, concorrentes e demais competidores no mercado, e quanto mais sua estratégia for suficiente para garantir a perenidade da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro aspecto ligado à competitividade de uma empresa é a sobrevivência dessa, implicando na necessidade de manter um determinado grau de competitividade, relativo ao seu mercado, para que a empresa sobreviva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve uma evolução no conceito de competitividade, que como podemos observar na breve revisão acima, foi se tornando mais abrangente e sistêmico, porém ainda assim, hoje já podemos ver os resultados do conceito de livre concorrência, que acabou por eliminar a si mesma na história, com a constituição de monopólios e oligopólios privados, surgindo assim um neoliberalismo, que coloca o Estado como “controlador”/estimulador da competitividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, podemos afirmar que existiu uma intenção de promover a idéia da competição como intrinsecamente positiva, gerando benefícios para o consumidor e desenvolvimento sócio-econômico para a humanidade, como já afirmavam Adam Smith e David Ricardo, o que de fato podemos constatar na evolução sócio-econômica que tivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém quando um propões um teoria ou um conceito, não determina como os outros o ‘escutarão’, e da maneira como internalizamos o conceito de competição, e conforme ele vem sendo praticado e ensinado, centrado na luta, no individualismo e sem reflexão, ele foi bastante destrutivo, como também já podemos constatar nos desequilíbrios importantes no planeta como um todo e nos problemas sócio-ambientais que estão presentes em nossa realidade atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão toda, não é o conceito ou a palavra competitividade, e sim como a significamos e o que ela representa para nós, pois isso influencia diretamente em como vivemos e convivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, chega o momento de fazermos uma reflexão sobre o que queremos seguir construindo e como, e a partir dessa reflexão, que se faz urgente e importante, nos responsabilizarmos cada vez mais pelas consequências dos nossos desejos e ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Por que muitas vezes valorizamos mais o que está fora, esquecendo de olhar pra dentro, para quem somos, o que queremos, e para os nossos próprios valores?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro sentido está dentro de cada um, e quando se logra encontrá-lo, seja um indivíduo, uma organização e/ou um país, descobre-se aquilo que realmente nos tornará aptos a viver, onde e como queremos, o que nos diferencia dos outros e nos faz únicos, o nosso espaço, dentro do espaço comum, o que não implica em tomar o espaço de nada, nem de ninguém, a não ser que tenhamos isso como paradigma e/ou desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nesse sentido, a restrição que a competição provoca é muito grande, pois nos impõe padrões e modelos aos quais devemos nos adaptar para não ficar de ‘fora’. Porém, essa riqueza da diversidade, advinda da nossa unicidade, é o que nos faz humanos. Ou seja, o processo competitivo, da maneira como está configurado, não é um processo humano e construtivo, pois ele nega a essência da vida, que é a diversidade, e a essência humana, aquela que nos diferencia dos animais e que nos impulsiona a construir juntos e viver em comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Então, como viver uma nova competitividade na cultura em que estamos inseridos hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbE1JR0PCI/AAAAAAAAAHo/Y9mJLBttbng/s1600-h/403613823_11d562c03f_m.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 162px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbE1JR0PCI/AAAAAAAAAHo/Y9mJLBttbng/s200/403613823_11d562c03f_m.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338670825597058082" /&gt;&lt;/a&gt;Voltando à minha hipótese das bases da distorção do atual conceito de competitividade - Adam Smith, David Ricardo e Charles Darwin - podemos fazer um contraponto, a partir de um artigo, publicado em 2000, por Humberto Maturana e Jorge Mpodozis entitulado de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“El Origen de las Especies por Medio de la Deriva Natural”&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (A Origem das espécies por meio da Deriva Natural), que faz um reflexão sobre o processo de evolução da vida, e oferece uma outra perspectiva desse processo, que pode mudar a maneira como enxergamos a evolução, impactando significativamente a maneira como enxergamos a vida e nos relacionamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse artigo eles fazem um contraponto à teoria da seleção natural, apontando que o processo da evolução é um processo sistêmico e espontâneo, sem intenção de um organismo de estar mais adaptado. É um processo que surge na deriva natural do viver de um organismo em coerência com o meio onde habita, se moldando a esse ambiente para, a ele estar acoplado, mantendo sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Maturana e Mpodozis, o processo da evolução não ocorre como um processo seletivo, se não, como uma deriva filogênica. Ou seja, a diferenciação de linhagens não ocorre em termos competitivos da sobrevida dos mais aptos, se não que no fluir de uma realização individual do viver do apto ou organismo que conserva sua organização e adaptação ao meio em que vive. Ou seja, a seleção natural é um resultado e não um mecanismo gerador. (MATURANA e MPODOZIS, 2000)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, ao dar-nos conta do significado do que eles estão dizendo, que não existe uma “competição” para a sobrevivência e evolução das espécies, e pensar no valor de influência que tem o conhecimento científico na formação de nossa percepção de mundo e das nossas ações; uma mudança no conceito de como evoluímos como espécies e de como se dão as relações entre os organismo, saindo do Mais adaptado para simplesmente o apto às coerências espontâneas do viver, pode acarretar em uma mudança significativa no modo como percebemos o mundo e nos relacionamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando as reflexões e estudos acima, podemos entender competitividade como a habilidade de buscar juntos, de interagir e construir junto com o meio em que se está inserido aquilo que se objetiva construir, gerando benefícios e desenvolvimento para todas as partes envolvidas, em um processo de crescimento e bem-estar mútuos com tudo o que está a volta. Gerando assim práticas consistentes, éticas, sistêmicas, integradas e sustentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbEjj1SMUI/AAAAAAAAAHY/ChTA9Dvslh0/s1600-h/Picture+8.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 258px; height: 94px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbEjj1SMUI/AAAAAAAAAHY/ChTA9Dvslh0/s320/Picture+8.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338670523487498562" /&gt;&lt;/a&gt;Assim, podemos pensar a competitividade como um impulso para a evolução como indivíduos, sociedade, país, planeta, humanidade, caminhando juntos, como começamos, como uma comunidade única. Dentro desse novo paradigma, há espaço para todo e cada um de nós, sejamos indivíduos ou organizações, mas encontrar esse espaço implica em olhar pra dentro e conhecer aquilo que temos de melhor, nossas forças e fraquezas. Conhecer nossos talentos, nossos desejos, propósitos e objetivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos mais conscientes de nós mesmos, podemos olhar para fora como observadores, conscientes de que nosso olhar é parcial, de acordo com a nossa história e com nossos desejos, e um dos muitos olhares possíveis, ou seja, somos todos mundos únicos, todos válidos em seus domínios, porém todos distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbBoLwCdCI/AAAAAAAAAGw/up7-HTQIy2o/s1600-h/1171701005_diversidade.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 146px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbBoLwCdCI/AAAAAAAAAGw/up7-HTQIy2o/s200/1171701005_diversidade.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338667304387507234" /&gt;&lt;/a&gt;Essa diferença é o que nos constitui como seres únicos, pensando na organização falamos em sua cultura e seus valores, e conhecendo a nossa unicidade, podemos refletir e escolher com mais consistência, coerência e consciência o que queremos conservar, onde e como queremos estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa reflexão leva uma organização, um país ou um indivíduo a encontrar e escolher seu espaço único no mundo, sem precisar copiar o outro, explorar ou lutar com o meio e/ou com outros players. Direcionando a nossa energia de fora para dentro, nos fortalecemos e emergimos em nossa unicidade, no espaço que nos cabe, no mundo e/ou no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um observador ao observar uma organização diria que essa é competitiva, considerando o conceito que atribuímos à competitividade nesse artigo, ao verificar que ela funciona em coerência com seu meio, interagindo com os diferentes atores, transformando-se a si e ao seu en-torno e sendo transformada por ele, de forma espontânea e natural, gerando desenvolvimento para si e para todo seu entorno nos curto, médio e longo prazos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isso não acontece ou há algum desequilíbrio, a organização “adoece” como um ser humano, e se então, deixa de estar “acoplada” ao meio em que está, tende a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso uma nova competitividade englobando três aspectos:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- dinamismo&lt;/span&gt;, assim como Barbosa, citado acima, pois ela tem um movimento de transformação constante para manter-se acoplada, em coerência com o meio que está inserida, também em constante transformação; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- interação sistêmica&lt;/span&gt;, pois ela engloba diferentes variáveis e atores (inclusive os considerados concorrentes) em distintas dimensões da organização, e sua capacidade de interagir com essa rede, gerando desenvolvimento sustentável para todos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- centrada na organização&lt;/span&gt;, como a visão baseada em recursos e a percepção do direcionar o olhar para “dentro”, mencionada acima, enfatizando a &lt;br /&gt;necessidade da organização de se conhecerem todos os aspectos, fortalecendo seus diferenciais, conscientizando-se do que quer e como quer e assumindo responsabilidade por suas ações e desejos, para assim surgir em seu espaço único no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob uma outra perspectiva, podemos concluir também que uma organização para ser competitiva precisa estar em harmonia entre as seguintes dimensões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbFJZ5t7lI/AAAAAAAAAHw/0rTWOlMCN3Q/s1600-h/Picture+6.png"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 141px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbFJZ5t7lI/AAAAAAAAAHw/0rTWOlMCN3Q/s200/Picture+6.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338671173656768082" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- foco interno (eficiência interna)&lt;/span&gt;, considerando a gestão do negócio, processos, talentos, tec-nologia, cultura...; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- foco externo (desempenho)&lt;/span&gt;, posição de mercado, marketshare, percepção de marca...; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;- foco estratégico (capacidade estratégica)&lt;/span&gt;, a habilidade de enxergar a dinâmica do mercado em que está inserida, antecipar o futuro, adequando suas estratégias a essa dinâmica, as mudanças e tendências de futuro que impactam no negócio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar, proponho que olhemos para dentro e façamos uma reflexão sobre nossas práticas, nossos desejos e nossos valores. A partir desses, façamos então escolhas coerentes, conscientes e responsáveis. E a partir dessas escolhas, tudo se&lt;br /&gt;transforma ao nosso redor, em função daquilo que escolhemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o início, o meio e o fim de um processo de transformação individual e coletivo, e só através dele poderemos viabilizar organizações mais ‘sustentáveis’ e a vida em nosso planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbErzn4h_I/AAAAAAAAAHg/KqKq4RTQGgg/s1600-h/Picture+7.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 95px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbErzn4h_I/AAAAAAAAAHg/KqKq4RTQGgg/s400/Picture+7.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338670665165211634" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Reflexão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narjara Thamiz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5239037341015437396-1676098154710951910?l=www.organizacaosustentavel.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://www.organizacaosustentavel.com/feeds/1676098154710951910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/05/por-uma-nova-competitividade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1676098154710951910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5239037341015437396/posts/default/1676098154710951910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://www.organizacaosustentavel.com/2009/05/por-uma-nova-competitividade.html' title='Por uma Nova Competitividade!'/><author><name>Narjara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14312183876182474996</uri><email>narjara.ribeiro@gmail.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='07193495938936440072'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_PsH2XB2O6iM/ShbEcTH2cfI/AAAAAAAAAHQ/kxjh2UVBPVA/s72-c/Picture+9.png' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>